quarta-feira, abril 08, 2009

KOSMOS

A página começa a ler você,

ser aquilo que você sonhava ser:


Pacto contra o nada,


jardim veloz de acantos, planetários,


Vulcões de asbestos, voragens de pó e lacunas de relva.


No rebatimento da luz, azul se espalha,


E lenta vem a noite, espelho negro espesso


revelando furos na lona do circo eterno


pontos em negativo na tela branca


os olhos do tigre de Blake.








Rodrigo Garcia Lopes

5 comentários:

Ricardo Silveira disse...

Lindo pra cacete!

Priscila Lopes disse...

Muito bom isso, cara!

Leandro disse...

A influência das "iluminuras" na sua obra é explícita. Através dessa poesia puramente visual, você identificou a poesia moderna de uma maneira que outros não conseguiram.
Mas muitos tentam retirar das imagens materiais, as palavras por trás delas: e não conseguem. Você consegue. A imagem é poesia: puramente. E você traduz isso de uma maneira singular. É isso aí.
A poesia que eu produzo é diferente. Ainda estou buscando as veredas. Estou na fase de estudos. Mas gostaria muito de seus comentários pois o considero um grande poeta.

Neuzza Pinhero disse...

poetas procuram na palvra
o acorde perfeito
e vc é cdanado mesmo

Cosmunicando disse...

belíssimo... o início é puro impacto.