Terça-feira, Novembro 10, 2009

WALDIR AGUIAR

Waldir Aguiar, que era produtor e amigão do Edvaldo Santana e de alguns de meus amigos, morreu ontem. Não o conheci muito bem, mas todas as vezes senti que ele era uma pessoa boa. Da paz.
Produziu dois de meus shows, um no SESC Pompéia e, há um mês, no SESC Vila Mariana. E estávamos armando outras paradas.
Na última vez que estivemos juntos, há uns dois meses, no dia do show do SESC, ele disse que inha tido um piripaque e ido parar no hospital. Tinha levado um susto.
Era uma grande figura humana, pessoa super carinhosa e atenciosa, dessas que andam raras por aí. Waldir, você vai fazer falta!

Sexta-feira, Novembro 06, 2009

ENTREVISTA SOBRE WHITMAN, TRADUÇÃO, POESIA E MÚSICA


Rosaly Senra , da Rádio UFMG Educativa, de BH, me entrevistou sobre a homenagem a Whitman e minha participação no Terças Poéticas, capitaneado por Wilmar Silva, realizado na última terça:

Ouça aqui:
http://www.ufmg.br/online/radio/arquivos/anexos/RODRIGO%20GARCIA%20LOPES%20-%20HOMENAGEM%20A%20WALT%20WHITMAN%20-%2003-11-2009.mp3

Quinta-feira, Novembro 05, 2009

NOTURNO




A gente nunca sabe


saber a mente sempre

intui que seja breve

mesmo que seja a chave

enquanto a mesma febre

conclame à alma acabe

e assim a gente lembre

que negra é a cor da neve




Rodrigo Garcia Lopes

Quarta-feira, Novembro 04, 2009

SOMOS PESSOAS ESTRANHAS



somos

pessoas
estranhas

nem sabemos
que sonhos
que somos

esses
olhos
poucos

essas
folhas
secas?

esqueçam
fiquem
calados

somos
estranhos
no entanto

esta noite
dormiremos
lado a lado




Rodrigo Garcia Lopes

Em Solarium (Editora Iluminuras)

Quarta-feira, Outubro 28, 2009

Entrevista sobre Whitman e Leaves of Grass

Max Silva Moreira me entrevistou sobre a tradução de Leaves of Grass, de Walt Whitman, para a revista TANTO.
Confira aqui:
Estou em Sampa, indo para o Fórum das Letras de Ouro Preto. Dia 3, pocket show Canções do Estúdio Realidade dentro do projeto Terças Poéticas, capitaneado por Wilmar Silva, no Palácio das Artes.
Alô, Minas Geraes!!!

Terça-feira, Outubro 20, 2009

A PÉ




Um ritmo caminhava em minha direção

Nele o nylon das ondas como testemunhas

Uma verdade qualquer se traduzindo em som

Quantas vezes nos perdemos no carinho

Não o amor que um dia foi estranho sonho

Mas essa onda volutas linha sobre linha

Eco de luz que havia sido prometida


E a vida é mais cedo que se supunha—


O que nos apressa na voragem

É essa lentidão, não esta alegria.

Mas latimos pra lua sem culpa nenhuma,

Descascamos a pele da paisagem

Com nossas próprias unhas.




Rodrigo Garcia Lopes (inédito, 2008)



lar


gu


em


-me


mi


la


gr


es





Sábado, Outubro 17, 2009

OSTRANENIE, a road poem (poema de Rodrigo Garcia Lopes)


Pego nessa estranha lógica do mundo

Peço carona para a família de malucos

Que tem como hobbies mais esdrúxulos

Não contar as horas, só contar os cucos,

Trocar beijos como quem troca socos,

Praguejar como um bando de marujos

E tomar na cara achando que é soluço.

Perguntam a meu nariz se estamos juntos

Rasuram paisagens, comem presunto,

Depois falam falam falam como loucos

Até ficarem sem voz e sem assunto.

Desço, em algum antigo vilarejo russo.






Rodrigo Garcia Lopes (Em Nômada, Editora Lamparina, 2004)

Quarta-feira, Outubro 14, 2009

PEÔNIAS NEGRAS (poema de Rodrigo Garcia Lopes)




peônias negras
serenas
quase secas

pombos se aquecem
num resto
de sol

uma planta
luta para
romper a fenda

formigas dragam
uma abelha
ainda viva

o inverno
furta a flor
a cor da fruta

(gestos & acenos
de sombras
não consolam)

a tarde passa
arrasta e deixa
um rastro prata







Rodrigo Garcia Lopes (Em Solarium, Editora Iluminuras, 1994)

O compositor WILLY CORRÊA (Recife, 1938), musicou este poema, mas ainda não ouvi a gravação.

Quarta-feira, Outubro 07, 2009

AURORA, poema de ARTHUR RIMBAUD (Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça)

AURORA



Eu abracei a aurora de verão.

Nada ainda se mexia na fachada dos palácios. A água estava morta.

Acampamentos de sombras não deixavam a trilha do bosque. Eu marchava, despertando hálitos vivos e cálidos, e as pedrarias espiavam, e as alas se levantavam sem um som.

A primeira missão foi, num atalho já cheio de centelhas frescas e pálidas, uma flor que me disse seu nome.

Sorri para a loira wasserfall que se descabelava através dos pinheiros; reconheci a deusa no cimo de prata.

Então, um a um, levantei os véus. Nas alamedas, agitando os braços. Pela planície, onde a denunciei ao galo. Na cidade grande ela fugia entre cúpulas e campanários, e correndo como um mendigo entre docas de mármore, eu a caçava.

No alto da trilha, perto de um bosque de louros, eu a envolvi com seu monte de véus, e senti um pouco seu corpo imenso. A aurora e a criança caíram na beira do bosque.

Ao acordar, meio-dia.




ARTHUR RIMBAUD

Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça (Em Iluminuras, Iluminuras, 1994)

Sexta-feira, Outubro 02, 2009

O OLHAR DE WALTER NEY

O Walter Ney é um excelente fotógrafo de Londrina. Ele acaba de abrir um blog pra abrigar suas fotos. Aqui:

http://www.walterneyfotos.blogspot.com/


Vale a pena conhecer seu trabalho.


Ipanema - Morro Dois Irmãos. FOTOS DE WALTER NEY

Quinta-feira, Outubro 01, 2009

UM INÉDITO DE LEMINSKI

Poema inédito de Paulo Leminski, com frescor de escrito agora.




morrer

como uma barca


morrer

entre meus livros


lendo

como Petrarca


escrevendo

como Flaubert


afundar entre meus livros

como quem afunda numa mulher





PAULO LEMINSKI

Quarta-feira, Setembro 30, 2009

LAURA RIDING

Alécio Cunha publicou hoje um artigo inspirado sobre minha tradução Mindscapes (Iluminuras, 2004), da poeta americana Laura Riding. Confira aqui ou em:

A poesia total de Laura Riding

Alécio Cunha


Laura Riding

O rigor modernista de Laura Riding não deve ser esquecido



Reler é um dos verbos mais agradáveis da face da terra. Limpando a poeira das estantes, de repente, dou de cara com um livro que me deixou muito impressionado no momento de sua primeira leitura, há, creio, cinco anos.

O reencontro com os versos vitais da norte-americana Laura Riding (1901-1991), um dos principais nomes da poesia modernista em seu país, foi para lá de fortuito.

A tradução de "Mindscapes", assinada pelo poeta e ensaísta paranaense Rodrigo Garcia Lopes ("Solarium", "Polivox", "Nômada"), que já verteu à língua portuguesa Rimbaud e Sylvia Plath, foi publicada pela editora Iluminuras, de São Paulo (SP), e ainda pode ser encontrada em pontas de estoques de livrarias e sebos, um senhor negócio.

Laura Riding é autora de dicção única, quase inimitável. Para ela, a poesia tem uma importância muito além do próprio processo de criação e construção literária. É, na verdade, a forma máxima de conhecimento do mundo, uma disciplina, assim como a História e a Filosofia. Dona de uma radicalidade de pensamento, de atitudes ácidas, ela conviveu com nomes como Virginia Woolf, T.S. Eliot, William Carlos Williams, Ezra Pound, William Butler Yeats, W. H. Auden e Gertrude Stein, embora mantivesse uma postura de independência crítica que resvalava, sem dó, em uma ética e estética próprias, capazes de desafiar até mesmo o próprio exercício poético.

Em 1939, no auge de sua polêmica carreira como poeta, pesquisadora da linguagem e ensaísta, ela abandonou a poesia. Parecia prever o que o filósofo Theodor W. Adorno comentaria a respeito da gestação literária após o término da Segunda Guerra Mundial e a descoberta para o mundo dos horrores dos campos de concentração nazista e a perseguição aos judeus. "É impossível escrever poesia depois de Auschwitz", disse Adorno.

Por premonição e com antecedência, Laura levou a sério a definição do apocalíptico Adorno. Só voltaria a escrever poemas nos anos 19660, mudando inclusive seu sobrenome para Jackson. Nessas mais de três décadas de silêncio, a autora acompanhou seu companheiro na produção de laranjas em uma fazenda no interior dos Estados Unidos. Embora abraçasse a agricultura e a criação cítrica, não deixou de lado a pesquisa com a linguagem, embora seus cada vez mais raros poemas só ganhassem circulação a partir dos anos 1970.

Embora tenha tido seu nome praticamente eliminado do cânone poético norte-americano da primeira metade do século XX e seus versos estivessem presentes em apenas raras coletâneas, Laura Riding fez a cabeça de gerações de poetas e ficcionistas, entre eles John Ashbery (autor de "Auro-Retrato Num Espelho Convexo"), Kathy Acker e Paul Auster, que a cita como uma de suas principais influências no belo e seminal ensaio "A Arte da Fome" (publicado no Brasil pela editora José Olympio).

Sua poesia fortemente comprometida com o grau de depuração da linguagem deságua também nas propostas vanguardistas da "language poetry" norte-americana a partir de nomes como Charles Bernstein, Michael Palmer e Jerome Rothenberg. A tradução de Rodrigo Garcia Lopes é a primeira em língua não-inglesa. . Reflexiva, iconoclasta, auto-referente, Laura Riding apostava em seus "mindscapes" (título desta coletânea), cuja melhor tradução aproximativa à língua portuguesa seria "pensagens", espaços verbais transpostos à escrita onde há um constante flerte entre razão e emoção, cálculo e desejo, rigor e respiro, cavalgada de paradoxos sutilmente explorada pela autora. Em um dos poemas, “O Mapa dos Lugares”, a norte-americana assume uma geografia de risco. Confira, a seguir.



O MAPA DOS LUGARES



O mapa dos lugares passa
A realidade do papel se rasga
Onde terra e água estão
Estão apenas aonde já estavam
Quando palavras se liam aqui e aqui
Antes de navios acontecerem ali.


Agora de pé sobre nomes nus,
Sem geografias na mão,
E o papel é lido como antigamente,
os navios no mar
Dão voltas e voltas

Tudo sabido, tudo encontrado
A morte cruza consigo por toda parte
Buracos nos mapas dão em lugar algum.




LAURA RIDING

(Tradução de Rodrigo Garcia Lopes)


OCUPAÇÃO LEMINKSI

Hoje abre uma grande exposição de PAULO LEMINSKI em Sampa, no Itaú Cultural. Com curadoria de Ademir Assunção. Uma pena não poder estar lá. Só posso desejar o maior sucesso ao Pinduca e à Alice, que acaba de ganhar o Prêmio Jabuti.

A FOTO:

Uma das passagens de Leminski e Alice em Londrina. Lançamento no antigo e antológico Valentino, em 1985: no fundo, Beto Coltro (com a mão no rosto), Paulo Leminski, eu, Ademir Assunção, Neuza, Alice e Janete. Foto: Milton Dória.

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

LONDRIX, LEMINSKI ETC


O show ontem no fechamento do Londrix foi emocionante. Deu tudo certo. Marco Scolari e Edu Batistella e eu fizemos nossa parte.
Espero que quem tenha ido tenha curtido. A gente deu o melhor.
Depois do cansaço vou dar um jeito de postar a gravação do show ao vivo aqui ou na página do Myspace.

Aproveitei e e curti os show do Bonus Trash, com o Valquir Fedri mandando ver no palco como sempre e conheci a banda Saco de Ratos, do meu amigo Mario Bortolotto.


AH!

Começa depois de amanhã uma super-exposição em Sampa em homenagem ao PAULO LEMINSKI, que um dia me deu este manuscrito abaixo, entre outros, e que fará parte da exibição do Itaú Cultural. A curadoria é do Ademir Assunção, o Pinduca. Vale a pena conferir. deve ficar mais de um mês lá. Vou nessa.


Quinta-feira, Setembro 24, 2009

Neste domingo: Canções do Estúdio Realidade no encerramento do LONDRIX

Marco Scolari, dando alma e som nos teclados e acordeón.

Eduardo Batistella.


No show no SESC Vila Mariana, com Edu Batistella (batera) e Marco Scolari (piano, teclados e acordeón). FOTOS: Marina Ribeiro do Valle



Dia 27, domingo, às 20h, no encerramento do Londrix - Festival Literário de Londrina - o show Canções do Estúdio Realidade


Canções do Estúdio Realidade traz canções do primeiro CD, Polivox, e músicas inéditas que farão parte do próximo disco, firmando um diálogo entre a canção brasileira e experimentos sonoros e ritmos como blues, jazz e funk. No repertório, músicas como as inéditas "Vertigem", "New York", "Fugaz", "Rito", entre outras.

Formação: Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão,) Marco Scolari (teclado, acordéon e efeitos eletrônicos) e Eduardo Batistella (bateria). Auditório.
Myspace (músicas): http://www.myspace.com/ogirdor2009

Canções do Estúdio Realidade. Show de Rodrigo Garcia Lopes.
Dia 27/09/2009, domingo, às 20 horas, na Vila Cultural Cemitério de Automóveis, R. João Pessoa, 103 (entre Quintino e JK)
Ingressos à venda a R$ 10 e R$ 5.


ALGUMA CRÍTICA

Nascido em Londrina (PR), o poeta Rodrigo Garcia Lopes se lança em disco como músico, cantor e compositor com o independente Polivox. De voz séria e redonda, aventura-se pela música popular com sonoridade e poética que remetem diretamente a Itamar Assumpção, especialmente em "Minuto" e "Clique, Plugue, Ligue".
PEDRO ALEXANDRE SANCHES (crítico de música, Folha de São Paulo, 2001)

Rodrigo Garcia Lopes, autor de Polivox, é mesmo um cara de muitas vozes. Vozes dele, vozes de outros. Não é toda a hora que se encontra gente múltipla assim, que escreve poesia e ensaios, faz entrevistas, toca violão, compõe, canta...Tudo bem feito, claro. Para o público em geral, ávido de cultura, uma personalidade criativa e livre dessas por perto, nesta época de especializações, de nichos de mercado, de repetições e limitações, é motivo para comemorar.
VITOR RAMIL (músico, compositor e escritor)

Rodrigo Garcia Lopes é um dos mais notáveis poetas paranaenses da safra novíssima. Me impressiona a falta de provincianismo, a abertura cosmopolita, a coragem da informação difícil, o extremo atrevimento desse londrinense, nada indigno do pioneirismo que levantou, naquela terra vermelha, a cidade mais rápida do Brasil.
PAULO LEMINSKI (Correio de Notícias, 16/11/1985)

Obrigada por me mandar o Polivox, tenho ouvido direto porque este é um trabalho para se ouvir muitas vezes, tem muitas camadas. Eu simpatizei de cara, antes mesmo de ouvir porque meu CD Público ia se chamar Polyvox, que é um nome lindo prum CD... Parabéns pelo trabalho. ADRIANA CALCANHOTTO (cantora e compositora)

Depois de ler os poemas de Rodrigo Garcia Lopes, não tenho a menor hesitação em afirmar coisas grandiloqüentes como: ele é um dos melhores poetas surgidos ultimamente neste país. CAIO FERNANDO ABREU (escritor, em 14/3/1988)

As canções chamam a atenção para a palavra, revelam uma leveza no tratar o lirismo urbano contemporâneo, contaminado pela multiplicidade de referências, pela brutalidade do efêmero e do massivo. Segundo o autor, a proposta do CD "é criar um território híbrido, onde poesia e música - como as pegadas de um pássaro na areia - sejam indissociáveis (como sempre foram, dos rapsodos gregos aos rappers)". A experiência resultou interessante e merece ser lida e ouvida com cuidado.
REYNALDO DAMAZIO (poeta e crítico)

Rodrigo dialoga de maneira madura e consciente com tendências da música popular paulistana (pós-vanguarda paulistana). Aliás, isso que eu chamo música popular paulistana, não é tão apenas paulistana assim quando lembramos de nomes como Arrigo, Itamar e Robinson Borba, entre muitos outros que não eram de São Paulo. E dizer que há este diálogo, não é de modo algum engavetar o Polivox de Garcia Lopes. Como já disse, é um trabalho maduro, surpreendente para um primeiro disco, mas compreensível e não menos admirável quando se sabe que Rodrigo toca e compõe não é de hoje. A qualidade musical é algo que o ouvinte pode se impressionar.
ANDRÉ LUIS GONÇALVES OLIVEIRA (crítico de música, no site POPBOX)

Sábado, Setembro 19, 2009

Nesta terça em Sampa: CANÇÕES DO ESTÚDIO REALIDADE


Rodrigo Garcia Lopes apresenta, no dia 22, terça-feira, às 20h30, no auditório do SESC Vila Mariana, em São Paulo, o show Canções do Estúdio Realidade


Canções do Estúdio Realidade traz canções de seu primeiro CD, Polivox, e músicas inéditas que farão parte de seu próximo disco, firmando um diálogo entre a canção brasileira e experimentos sonoros e ritmos como blues, jazz e funk, que tem sido a marca de seu trabalho. O show traz, num mesmo contexto, a diversidade sonora e riqueza poética ao explorar a relação entre som e sentido, abrigando linguagens e universos que vão da MPB ao blues, da música trovadoresca ao jazz, do reggae ao funk. No repertório, músicas como as inéditas "Vertigem", "New York", "Rito".

Formação: Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão,) Marco Scolari (teclado, acordéon e efeitos eletrônicos) e Eduardo Batistella (bateria). Auditório.


Myspace (músicas)
http://www.myspace.com/ogirdor2009
SÉRIE PROSÓDIAS
Rodrigo Garcia Lopes. Dia 22/09/2009, terça, às 20h30

Ingressos à venda em todas as unidades do SESC a partir do dia 01 de setembro. R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 3,00 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no SESC e dependentes); Auditório (131 lugares). Duração: 75 minutos.

SESC Vila Mariana. Rua Pelotas, 141. Informações: 5080-3000
www.sescsp.org.br

Quinta-feira, Setembro 17, 2009

MINHA DEFINIÇÃO DE POESIA CONCRETA

Quarta-feira, Setembro 16, 2009

VEM AÍ - LONDRIX 2009

Sexta-feira, Setembro 11, 2009

EDUARDO SEINCMAN, RODRIGO GARCIA LOPES E MARCELO SAHEA SÃO ATRAÇÕES DA SÉRIE PROSÓDIAS


O SESC Vila Mariana apresenta os espetáculos de Eduardo Seincman, de Rodrigo Garcia Lopes e de Marcelo Sahea na Série Prosódias. O projeto tem a finalidade de criar um diálogo entre música e poesia destacando a intersecção entre as duas linguagens.

O cantor, poeta e compositor londrinense Rodrigo Garcia Lopes apresenta, no dia 22, o show
Canções do Estúdio Realidade com músicas do primeiro CD, Polivox (2001), além de composições do seu próximo álbum. No show, Rodrigo firma o diálogo entre a poesia, a canção brasileira, os experimentos sonoros e ritmos como o blues, jazz e funk. Fazem parte do repertório autoral as canções Vertigem, A Solidão, Rito, Perfeitos Estranhos, New York , entre outras. Rodrigo Garcia Lopes (voz, violão) se apresenta ao lado dos músicos Marco Scolari (teclado, acordéon e efeitos eletrônicos) e Eduardo Batistella (bateria).

SÉRIE PROSÓDIAS
Eduardo Seincman. Dia 08/09/2009, terça, às 20h30
Rodrigo Garcia Lopes. Dia 22/09/2009, terça, às 20h30
Marcelo Sahea. Dia 29/09/2009, terça, às 20h30

Ingressos à venda em todas as unidades do SESC a partir do dia 01 de setembro

R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário inscrito no SESC e dependentes, +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino); R$ 3,00 (trabalhador no comércio de bens e serviços matriculado no SESC e dependentes); Auditório (131 lugares). Duração: 75 minutos.

SESC Vila Mariana
Rua Pelotas, 141
Informações: 5080-3000
www.sescsp.org.br


Terça-feira, Setembro 08, 2009

VERTIGEM


Minha música, Vertigem (Um Corpo que Cai) foi classificada entre as 20 finalistas paranaenses do festival ARPUB - Associação das rádios públicas do Brasil. Durante um mês essas 20 músicas ficarão tocando nas rádios UEL FM e UEM FM:
Os ouvintes deverão votar para escolher as finalistas nacionais, com as músicas que tocarão nas rádios universitárias que participam do festival. Para votar:

1° Clique no Link http://www.uelfm.uel.br/index2.php e OUÇA as músicas.
2° Clique no Link "FALE CONOSCO", que está ACIMA do Anúncio do Festival
3° Preencha o Formulário de Contato:
- Assunto: Selecionar - Outros
- Nome,
- Email,
-Telefone,
-Sua Mensagem: Escreva o nome das 2 Músicas (espero que uma delas seja "Vertigem".
4° Clique em ''Enviar''
As 20 músicas paranaenses foram escolhidas entre as 136 enviadas de todo o Estado para o júri da rádio UEL
Vai lá:
http://www.uelfm.uel.br/index2.php


Quinta-feira, Setembro 03, 2009

SEM POESIA, NEM PENSAR




ela está tirando a roupa

e entrando em minha cama

lua de verão






rodrigo garcia lopes

Quinta-feira, Agosto 27, 2009

HÃ?

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

UM DEUS TAMBÉM É O VENTO (PAULO LEMINSKI)

Um dos meus poemas prediletos de Paulo Leminski, que faria aniversário dia 24 próximo.


Foto: Carlos R. Zanello de Aguiar (Macaxeira)

um deus também é o vento
só se vê nos seus efeitos
árvores em pânico
bandeiras
água trêmula
navios a zarpar

me ensina
a sofrer sem ser visto
a gozar em silêncio
o meu próprio passar
nunca duas vezes
no mesmo lugar

a este deus
que levanta a poeira dos caminhos
os levando a voar
consagro este suspiro

nele cresça
até virar vendaval




Paulo Leminski
do livro Caprichos e Relaxos / Brasiliense

Minha entrevista com o cineasta STAN BRAKHAGE na nova revista Taturana



A KINOARTE lança a terceira edição da revista TATURANA, com distribuição gratuita, nesse domingo a partir das 20h no CineSESC, em São Paulo, durante o 20º Curta Kinoforum – Festival Internacional de Curtas Metragens de São Paulo. A revista, uma publicação da KINOARTE voltada para o curta-metragem e a produção independente, foi criada em 2007. Essa terceira edição da TATURANA tem como principal tema as relações entre cinema e surrealismo. Entre os destaques estão uma rara entrevista do poeta Rodrigo Garcia Lopes e do fotógrafo Gary Higgins com o realizador Stan Brakhage, uma conversa entre Marcelo Miranda e Laura Cánepa sobre surrealismo no cinema brasileiro, um perfil do londrinense Francelino França, a cobertura do 37º Festival de Cinema de Gramado, uma análise da obra de Naomi Kawase, um ensaio visual de Guilherme Gerais e um texto literário de Ygor Raduy. Há também um depoimento de Wagner Munhê sobre o artista plástico Paulo Menten, um ensaio sobre a logística surreal de Stanley Kubrick para o filme “Napoleão”, uma entrevista com o diretor paranaense Murilo Hauser, e um panorama sobre a produção contemporânea de curtas.

A partir desse ano a TATURANA ganha periodicidade trimestral, com tiragem de 2 mil exemplares
Mais informações no site http://revistataturana.blogspot.com, pelo e-mail kinoarte@gmail.com e pelos telefones (43) 9902 2669 ou (11) 8216 6644.

Quinta-feira, Agosto 13, 2009

HISTÓRIA DE DETETIVE - W.H.AUDEN (tradução: Rodrigo Garcia Lopes)



HISTÓRIA DE DETETIVE


Para quem está sempre numa paisagem estranha,
A rua irregular do vilarejo, a casa escondida entre as árvores,
Tudo perto da igreja, ou a escura casa geminada,
Ou a outra com colunas coríntias, ou cada
Apartamento proletário: em todo caso
Um lar, o centro onde as três ou quatro coisas
Que costumam acontecer a alguém, acontecem? Sim,
Quem não pode desenhar o mapa de sua vida, a sombra
Na pequena estação onde ele cruza suas amantes
E diz adeus continuamente, e repara no local
Onde o cadáver de sua felicidade foi descoberto?
Uma mendiga desconhecida? Um homem rico? Sempre um enigma
E com um passado enterrado mas quando a verdade,
A verdade sobre nossa felicidade é revelado
Quanto ficou devendo à chantagem e ao adultério.
O resto é tradicional. Tudo segue um plano:

A intriga entre o senso comum local
E aquela exasperante e genial intuição
Que está sempre no local, por acaso, antes de nós;
Tudo segue um plano, a mentira e a confissão,
Até a perseguição emocionante no fim, o tiro.
Mas até a última página uma dúvida paira :
E o veredito, foi justo? O nervosismo do juiz,
Aquela pista, o protesto das tribunas,
E até nosso sorriso … pois é . . .
O tempo todo matamos o tempo. Alguém tem que pagar
Pela perda de nossa felicidade: ela mesma.




Detective Story: W. H. Auden (1936)
HISTÓRIA DE DETETIVE - Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

Em The English Auden: Poems, Essays and Dramatic Writings 1927-1939. Ed. Edward Mendelson. 1977. London: Faber, 1986.

Segunda-feira, Agosto 10, 2009





Correria, né?

Quinta-feira, Julho 30, 2009

PARA SUA TÍMIDA SENHORA, de ANDREW MARVELL, traduzido por Rodrigo Garcia Lopes

Este poema é um dos meus favoritos quando o tema é carpe diem (curta a vida que a vida é curta). Segue uma tradução feita por esses dias, respeitando ao máximo as rimas do original.



Com mundo e tempo de sobra, acredite-me,

Senhora, essa tua timidez não seria crime.

Sentados, pensaríamos no modo melhor

De gozar nosso longo dia de amor.

Tu pelas margens do Ganges

Acharia rubis, eu, no estuário langue

Do Humber, reclamaria de tudo.

Te amaria dez anos antes do Dilúvio,

E tu, se quisesses, recusarias meu eu

Até a conversão dos Judeus.

Meu amor vegetal iria assim crescendo

Mais vasto que impérios, e mais lento;

Cem anos gastos para elogiar

Teus olhos, e tua testa contemplar;

Duzentos para adorar cada seio,

Mas trinta mil para seu recheio;

Uma era ao menos para cada seção,

E a última exibiria enfim seu coração.

Senhora, bem mereces tal status.

Recusaria te amar por mais barato.


Mas ouço às nossas costas de repente

O carro alado do tempo, rente;

E além de nós ardem na tarde

Desertos de vasta eternidade.

Tua beleza, hoje, amanhã não será,

Nem na lápide marmórea há de soar

O eco dessa canção; só vermes sem piedade

A devorar tão protegida virgindade,

E tua honra antiquada virando pó,

E cinzas todo meu desejo, a sós:

A cova é discreta e confortável alcova,

Mas que amantes ali se abracem, não há prova.

Agora, enquanto a cor em suas maçãs

Pousa em tua pele como rocio da manhã,

E enquanto tua alma transpire de desejo

E em seus poros fogos sutis revejo,

Vamos nos acabar enquanto é de matina,

E já, como amorosas aves de rapina,

De uma vez devorar o nosso tempo

Em vez de enlanguescer em seu relento.

Enrolemos nossa força, sem espera,

Nossa ternura toda numa só esfera,

E rasguemos prazeres com luta ríspida,

Ao passar pelos portões de ferro da vida;

Pois, se não podemos o sol deter

Podemos ao menos fazê-lo correr.





ANDREW MARVELL, poeta metafísico inglês
TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA LOPES



Segunda-feira, Julho 27, 2009

UIVOS E APLAUSOS À RESISTÊNCIA

TRIBUNA CULTURAL

por Zema Ribeiro*



UIVOS E APLAUSOS À RESISTÊNCIA



Revista de literatura e arte, Coyote alcança 19ª. edição, nadando contra a corrente, remando contra a maré. Que editores e colaboradores consigam ir ainda mais longe, amém!


Thomaz Albornoz Neves entrevistou, em 1993, o poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto (1920-1999), no apartamento carioca do autor de Morte e vida Severina. Apenas uma pequena parte da conversa entre os dois foi publicada na revista Interpoesia, em 1998. O resto permanecia inédito. O 19º. número da Revista Coyote [Kan Editora, distribuição nacional: Iluminuras, 52 páginas, R$ 10,00, pedidos pelo http://www.sebodobac.com.br; alô, livrarias e sebos de São Luís: ninguém se interessa?] traz a íntegra da entrevista com o “cabra lírico”. E este é apenas um dos destaques da revista de literatura e arte que, só por conseguir resistir e chegar a esta 19ª. edição, já merece nossos uivos, digo, aplausos (que tal uivarmos batendo palmas?), pela resistência, insistência, perseverança e, mesmo, teimosia de seus editores.

Ademir Assunção (SP), Marcos Losnak (PR) e Rodrigo Garcia Lopes (PR), inventam e reinventam a publicação sediada em Londrina (PR) e que resiste bravamente, até aqui – e esperamos que por muito tempo ainda –, graças ao apoio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura de Londrina. Engana-se quem pensa que, com isso, a revista se fecha no próprio umbigo e traz apenas poetas da terra de Leminski. Muito ao contrário: é na Coyote que conheço novas vozes nos campos a que se dedica a publicação (literatura e arte, convém lembrar) e (re-)leio vozes, não direi velhas – há coisas que simplesmente não envelhecem –, mas fundamentais.

Com um belíssimo projeto gráfico, a revista transpira qualidade da primeira à quarta capa: tudo ali é arte. A “matilha” da 19, além de João Cabral e seu entrevistador Thomaz Albornoz Neves, e do editor (da revista) Ademir Assunção – que brinda o público leitor com poemas inéditos –, apresenta nomes como George Oppen (poeta ianque do Grupo Objetivista, formado nos anos 30, falecido em 1984), Teo Adorno (quadrinista e ilustrador paulista) e Ernesto Sabato (doutor em física nuclear, um dos maiores nomes da literatura argentina, nascido em 1911), entre outros, além da tradicional quarta capa, ilustrada pelo Beto, já reconhecida como a capa dos “movimentos”.

TRECHOS DA COYOTE 19

“Tenho a impressão que, por um lado, sou muito mais visual que plástico, por outro não sou nada auditivo. Estou com Voltaire, a música é o menos desagradável dos barulhos. Eu não tenho o menor interesse por música. (...). Minha poesia é toda visual: ela se afasta da linguagem abstrata. A linguagem que me interessa é a linguagem concreta. Meu esforço é justamente, usando o título do livro de Paul Éluard, Donner a Voir [Dar a ver]”.

João Cabral de Melo Neto, em entrevista a Thomaz Albornoz Neves, em 1993

*

“luzes esverdeadas na tela/ da TV, pipocas de microondas,/ pipocos digitais, sim,/ olha lá, olha lá, santelmo/ riscado do mapa,/ cochabamba para bailar la bamba,/ titicaca não passa de titica,/ brasília era só uma ilha, cercada/ de cucarachas e carcamanos,/ quem vai sentir falta/ dessas baratas?, soca mais bombas/ na bunda dessa indiarada, pow,/ crash, soc, e que se fodam/ todos los hermanos, cambada/ de terroristas islâmicos,/ papai me disse que eles comem/ gente, vai vendo, e ainda usam as tíbias/ como palitos de dente”

Ademir Assunção, Videogame, da seleta de inéditos Boa noite, Mister Mistério

Terça-feira, Julho 21, 2009

CONTRACAPA COYOTE 20




Você já foi vítima de bala perdida?
Provavelmente não.
Mas, e de mala perdido? Provavelmente sim.
É aquele sujeito que, mal você bota o pé no bar, te localiza com seus olhos
predadores e já chega junto, geralmente puxando o saco
e uma carência afetiva maior que a baía de Hong Kong.
Foi pensamos neles que dedicamos a contracapa da últimas Coyote.
Idéia dos editores, desenho de BETO.

Segunda-feira, Julho 13, 2009

BUENO ESCREVE SOBRE A COYOTE NO ESTADO DO PARANÁ

As artes de Coyote

AS ARTES DE COYOTE

Ao final de cada estação do ano tenho a grata surpresa de receber em minha porta, gentil leitor, uma das mais bem elaboradas revistas de literatura e arte do Brasil, talvez única em seu gênero, que é a muito nossa Coyote. Fundada pelo impagável trio de poetas Ademir Assunção, Marcos Losnak e Rodrigo Garcia Lopes, em Londrina, a revista acaba de atingir a 19.ª edição, numa trajetória, até aqui, que a coloca como referência do jornalismo cultural feito no País.

Não poderia ser diferente com o número de outono, distribuído nacionalmente pela editora Iluminuras, desde meados de junho. Da capa à contra-capa, ainda outra vez, Coyote diz, alto e bom som, a que veio. Acho que gozo alguma autoridade para falar da matéria. Vivi, e sofri, epifanias e angústias, por mais de 8 anos, à frente do hoje legendário Nicolau, o premiado tablóide que aliado a uma brava e pequena equipe criamos cá no Paraná. Mesmo patrocinado pelo Governo, alcançamos disturbar a sempre morna cena cultural brasílica. E tornar Nicolau tudo, menos oficialesco! O que foi, convenhamos, uma rara proeza...

A cada edição de Coyote, que aqui recebo, e a recebo desde o número O, me surpreendo com sua invariável qualidade. Visível o desejo de fazer o novo, de surpreender o leitor, de nos dar, de uma forma generosa, o que há de melhor, sobretudo da cena literária - brasileira ou internacional.

Insisto sempre que jornalismo cultural tem que ser realizado por quem é do ramo - poetas, ficcionistas, críticos. Com algumas altas exceções, entre as quais destaco o meu amigo Alcino Leite Neto, um editor histórico, e que é exclusivamente jornalista. A ele devemos alguns dos grandes momentos do gênero cá na Terra de Vera Cruz. Exceção, repito. Ainda que haja, sim, outras e poucas.

Nesta Coyote outonal, não exagero, tudo são ouros. Entretanto, a entrevista, inédita, de João Cabral de Melo Neto, criteriosamente feita por Thomaz Albornoz Neves; o belíssimo Garrafa ao mar do futuro, da espanhola, radicada no Paraguai, Montserrat Alvarez, na preciosa tradução de Luiz Roberto Guedes e a safra de novos poemas de Ademir Assunção, esse incansável poeta-inventor, além da "punch-prosa" do americano Donald Barthelme, por Caetano Galindo, são os momentos máximos da edição.

E por último mas não menos importante, convém lembrar que Coyote não tem nem nunca teve editoriais. São, de um modo original e particularíssimo, substituídos por trechos, às vezes de uma só frase, de alguém, de qualquer tempo, que pensa a arte e a vida. Neste número, o editorial-epígrafe, comovente, é do quase centenário escritor argentino Ernesto Sábato. Só lendo, pra ver!

Wilson Bueno (12/7/2009) - O Estado do Paraná.

Sexta-feira, Julho 10, 2009

COYOTE EM PORTO ALEGRE


COYOTE 19 EM PORTO ALEGRE

EM PORTO ALEGRE

&

Bate-papo e leitura de poemas com

Ademir Assunção (editor), Fernando Ramos (Jornal Vaia)

Telma Scherer, Ronald Augusto e Cristina Macedo

dia 14/07 (terça-feira) - 19h

grátis

Palavraria

Rua Vasco da Gama , 165 - Bom Fim

Fone: (051) 3268-4260

Contatos> jornalvaia@gmail.com e 98923603


O poeta e jornalista Ademir Assunção vem à Porto Alegre para lançar a edição de número 19 da revista Coyote, na terça-feira, dia 14, às 19h, na Palavraria (rua Vasco da Gama, 165). O lançamento será precedido de um bate-papo de Ademir com os poetas Ronald Augusto e Telma Scherer, com mediação de Fernando Ramos, editor do jornal Vaia.

RODRIGO DE HARO

Rodrigo de Haro, pintor e poeta catarinense


"O tempo é um monarca sonolento"
Rodrigo de Haro

"O tempo é um lento monarca",
escreve Rodrigo, o de Haro,
sob o foco fugaz que a mão abarca
em ondas de mármore raro.

Os segundos são patriarcas
ou detetives munidos de faro:
segredos na cabala das arcas
sob sete selos, sete templários.

Na luz que o relógio não marca
No transe das folhas, fumaça dos carros,
"O tempo é um sonolento monarca",
Corrige Rodrigo de Haro.




Quinta-feira, Julho 02, 2009

Rodrigo de Souza Leão (1965-2009)

"Ainda sou o garoto do cachorro azul. Um azul enorme refletido agora no olho do garoto que achou no lixo o meu cachorro azul".

Acabo de saber por um amigo do Rio do falecimento do poeta e escritor

Rodrigo de Souza Leão (lincado no blog lowcura, ao lado),

de ataque cardíaco.

Há pelo menos dez anos nos comunicávamos por e-mail. Nos falamos por telefone algumas vezes. Uma vez, no Rio, liguei para combinarmos de nos encontrar mas acabou não acontecendo.

Rodrigo era um dos melhores escritores de sua geração, poeta de primeira

e que havia lançado no ano passado um livro literalmente bárbaro, Todos os Cachorros São Azuis.

Descanse em paz, xará.