sábado, fevereiro 25, 2012

SONO TRANSGREDIDO (poema de Laura Riding - tradução Rodrigo Garcia Lopes)


A poeta norte-americana Laura Riding.


SONO TRANSGREDIDO


Uma hora do dia foi subtraída
Para fazê-lo durar mais uma hora.
O dia dilatado cresceu
No que tinha sido interrompido.
Mais uma hora do sono foi subtraída,
Até que todo o sono fosse transgredido,
Embora o curso do dia
Durasse mais, mais se adiasse.

E o sono, sumido.
E o mesmo dia nunca termina,
Um dia enorme, e a insônia,
Um gradual entardecer rumo a logo se deitar.

Logo, logo,
E o sono, esquecido.
Tipo: o que foi nascer?
E nenhuma morte até aqui, o fim tão lento,
Parecemos partir mas permanecemos.

E se permanecemos
Algo mais há de ser feito
E nunca termine embora muito termine.
Pois o muito mantém os olhos bem abertos,
Muito aberto é muito mais sono esquecido,
Sono esquecido é sono transgredido,
Sono transgredido é a mente durando bem mais,
Mais pensamento, mais dizendo,
Em vez de dormindo, piscado, piscando,
Piscando de pé e por causa de sonhos
Que são iguais a todas as coisas comuns,
As coisas comuns iguais a todos os sonhos.



LAURA RIDING
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes
Em MINDSCAPES, (Editora Iluminuras, 2004)

quinta-feira, fevereiro 16, 2012

quarta-feira, fevereiro 15, 2012

COYOTE 23


Coyote traz entrevista com Moacyr Scliar
e conto inédito de Daniel Wallace
Vigésima terceira edição da revista literária tem também traduções de Gregory Corso e inéditos de Beatriz Bracher, Marcia Tiburi e Bernardo Vilhena

“O direito de delirar é uma conquista da literatura desde Lautréamont. A crítica bem poderia entrar em uma crise de delírio obedecendo a motivos poéticos. Os delírios de hoje são, às vezes, as verdades de amanhã.”
É sob o espírito desta citação do crítico Roland Barthes que a Coyote, revista de literatura editada em Londrina (PR), chega a seu número 23. Patrocinada pelo PROMIC (Programa Municipal de Incentivo à Cultura) de Londrina (interior do Paraná), Coyote firmou-se como uma das mais importantes revistas literárias do país.
Um dos destaques desta edição é o dossiê-homenagem com o escritor Moacyr Scliar, falecido no começo de 2011. “Escrevo no aeroporto, em avião, no hotel. Aprendi a desligar do lugar onde estou e me concentrar no que estou fazendo. Não preciso ficar isolado, não preciso de silêncio, não preciso de nada disso”, diz o escritor, em entrevista inédita feita por Ademir Assunção, em novembro de 2008.
Entre as histórias publicadas neste número está “De Chinelos”, conto inédito do americano Daniel Wallace (autor do romance Peixe Grande, levado às telas por Tim Burton), traduzido por Cristina Macedo e Rodrigo Garcia Lopes), e inéditos também de Marcia Tiburi e Beatriz Bracher.
A poesia ganha um apanhado da lírica estridente do americano Gregory Corso (1930-2011), apresentado e traduzido por Reuben da Cunha Rocha, e do português Jorge Melícias, além de inéditos de Bernardo Vilhena, Renato Tapado, Bruno Brum, Rodrigo Madeira e Augusto de Guimaraens Cavalcanti. Maria Lúcia Milléo Martins apresenta e traduz (do inglês) a poesia do poeta brasileiro (radicado no Canadá), Ricardo Sternberg.
A fotógrafa Mara Tkotz assina a capa e o ensaio fotográfico do número, em imagens aéreas captadas na região rural de Londrina. A quarta-capa traz cartum de Beto.
COYOTE 23 // 52 páginas  // R$ 10,00. Uma publicação da Kan Editora. Vendas em livrarias de todo o país, com distribuição pela Editora Iluminuras – fone (11) 3031-6161. Pode também ser adquirida pela internet através do site: www.iluminuras.com.br

Contatos: marcoslosnak@gmail.com/zonabranca@uol.com.br/ rgarcialopes@gmail.com

 

PATROCÍNIO: PROMIC - PROGRAMA MUNICIPAL DE INCENTIVO A CULTURA – PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA - SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA DE LONDRINA

domingo, fevereiro 05, 2012

NO ESTÚDIO

André Siqueira, eu e Gabriel Zara. Na reta final da gravação do meu segundo disco, "Canções do Estúdio Realidade".

quinta-feira, janeiro 19, 2012

FESTA DE INVERNO

     "La Danse Chinoise", de Francois Boucher (1703-1770)



FESTA  DE   INVERNO


      A cascata canta atrás das cabanas da ópera cômica. Girândolas prolongam, nos pomares e nas alamedas vizinhas ao Meandro,— os verdes e vermelhos do crepúsculo. Ninfas de Horácio com penteados do Primeiro Império, — Cirandas Siberianas, Chinesas de Boucher.




ARTHUR RIMBAUD (1854-1891)

Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Mauricio Arruda Mendonça
(Em Iluminuras- Gravuras Coloridas, Iluminuras, 1994)

terça-feira, janeiro 17, 2012

H (poema de Arthur Rimbaud)

                                                                        


  H


Todas as monstruosidades violentam os gestos atrozes de Hortência. Sua solidão é erótica mecânica, sua lassidão, só dinâmica amorosa. Sob a vigilância de uma infância, ela tem sido, no verão de numerosas épocas, a higiene ardente das raças. Sua porta está aberta à miséria. Ali, a moralidade desses seres atuais se descorpora em sua paixão ou em sua ação. — Ó terrível frisson de amores noviços no chão de sangue e transparente hidrogênio! Encontrem Hortência.

                                                                            * * *

ARTHUR RIMBAUD
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Maurício Arruda Mendonça
(Iluminuras, 1994)

domingo, janeiro 15, 2012

RIMBAUD E A NOVA EDIÇÃO DE "ILLUMINATIONS" A CAMINHO: AS PONTES


"O Tâmisa sobre a Ponte Waterloo". Joseph William Turner.

AS PONTES 
 
Céus de cristal gris. Bizarro desenho de pontes, estas retas, aquelas em arco, outras descendo em ângulos oblíquos sobre as primeiras, e essas figuras se renovando nos outros circuitos iluminados do canal, mas todas tão longas e leves que as margens, cheias de cúpulas, afundam e encolhem. Algumas dessas pontes ainda estão cheias de barracas. Outras sustentam mastros, sinais, frágeis parapeitos. Acordes menores se cruzam, e somem, as cordas escalam os barrancos. Distingue-se uma roupa vermelha, talvez outros trajes e instrumentos musicais. São árias populares, trechos de concertos senhoriais, restos de hinos públicos? A água é gris e azul, larga como um braço de mar. — E um raio branco, desabando do alto do céu, aniquila esta comédia.


ARTHUR RIMBAUD
TRADUÇÃO: RODRIGO GARCIA LOPES E MAURÍCIO ARRUDA MENDONÇA

sexta-feira, dezembro 16, 2011

HARRY HOUDINI



"A maior fuga de todas foi quando escapei de Appleton, Wisconsin"

quinta-feira, dezembro 15, 2011

UM POEMA PARA O DESERTO


UM POEMA PARA O DESERTO



com seus rios secos desde o começo

com sua sede sonora

com o sal que não pergunta

do sentido

deste paraíso perfeito

templo sem vozes

do sol que se deita

olho de um sábio egípcio

um oásis

onde o céu

se amplia e revela

uma íris, ou quase,

e a metade da lua

magnifica

uma lágrima minha

fixando

o som misterioso dessas rochas e pessoas

automóveis deslocando seus vazios

sob o fog azul da luz no sul

o trânsito pesado e veloz

o stress das consoantes

o desdobrar da seda

o cheiro do fumo e de café africano

sensação imprecisa, pedra preciosa

que celebra

a tarde que dura, suprema,

em sua dimensão paralela

o mar invisível que se quebra

manso

aqui

onde não há água.

Não há margens, nem miragens.

mas cedo ou tarde descobrimos

o que este outono

tem para nos dizer:

— cores, peles, percepções —

tempo de silêncio

flutuando agora no ar

fazendo

bolhas na superfície

de um céu que é mais além





                                                  RODRIGO GARCIA LOPES
                                                Arizona, 1991

                                              (Em Solarium, Iluminuras, 1994)

terça-feira, dezembro 13, 2011

AMOR DEPOIS DE AMOR (Derek Walcott. Tradução: Rodrigo Garcia Lopes)

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AMOR DEPOIS DE AMOR


Vai vir o tempo
em que você, orgulhoso,
vai saudar a si mesmo chegando
à sua própria porta, em seu próprio espelho,
e vão trocar sorrisos de boas-vindas,

você vai dizer, sente-se. Coma.
Vai amar o estranho que um dia você foi.
Dê vinho. Dê pão. Devolva seu coração
pra ele mesmo, o estranho que o amou

por toda a sua vida, e a quem você ignorou
por outro alguém, que o conhece de cor.
Pegue da estante as cartas de amor,

as fotografias, as anotações desesperadas,
descasque seu reflexo do espelho.
Sente-se. Sirva-se da vida.






DEREK WALCOTT
(Tradução: Rodrigo Garcia Lopes)

segunda-feira, dezembro 12, 2011


 EL HOMBRE                                                           EL HOMBRE

It’s a strange courage                                                   Estranha coragem
you give me ancient star:                                             você me dá, estrela antiga:

Shine alone in the Sunrise                                          Cintila sozinha na aurora
toward which you lend no part!                                 Com a qual você não briga!


William Carlos Williams  (Trad. Rodrigo Garcia Lopes)

sábado, dezembro 10, 2011

PRELÚDIO AO INVERNO (William Carlos Williams trad. Rodrigo Garcia Lopes)



PRELÚDIO  AO INVERNO


A mariposa sob o beiral

com asas como a casca

de um tronco, simetrica-

mente em repouso —


E o amor é uma coisa

de asas suaves e curiosa

imóvel sob o beiral

quando folhas caem.

 

Prelude to Winter


The moth under the eaves
with wings like
the bark of a tree, lies
symmetrically still—

And love is a curious
soft-winged thing
unmoving under the eaves
when the leaves fall.

WILLIAM CARLOS WILLIAMS
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes


terça-feira, dezembro 06, 2011

O CARRINHO DE MÃO VERMELHO (de William Carlos Williams trad. Rodrigo Garcia Lopes)


THE RED WHEELBARROW    O CARRINHO DE MÃO VERMELHO

so much depends                        tanto depende de
upon                                              vê-lo

a red wheel                                  carrinho de mão
barrow                                          vermelho

glazed with rain                         vidrado com gotas
water                                             de chuva

beside the white                          e algumas galinhas
chickens.
                                      brancas.



WILLIAM CARLOS WILLIAMS
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

segunda-feira, dezembro 05, 2011



flores da ameixeira
ontem não estavam 
nem aí

sexta-feira, dezembro 02, 2011

UMA ESPÉCIE DE CANÇÃO (William Carlos Williams trad. Rodrigo Garcia Lopes)





Que a serpente espere sob
suas ervas daninhas
e a escrita
feita de palavras, lentas e rápidas, pronta
pro ataque, à espreita e quieta,
desperta.

pela metáfora reconciliar
pessoas e pedras.
Compor. (Ideias tão só
nas coisas). Inventar!
Saxífraga é minha flor que racha
as rochas.


A SORT OF SONG

Let the snake wait under
his weed
and the writing
be of words, slow and quick, sharp
to strike, quiet to wait,
sleepless.

 
– through metaphor to reconcile
the people and the stones.
Compose. (No ideas
but in things) Invent.  

Saxifrage is my flower that splits
the rocks.




WILLIAM CARLOS WILLIAMS
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

À sombra da velha macieira
a cabeça cheia de silêncio
o silêncio cheio do mundo
afundo num volume de Newton
e fundo o
FRUTURISMO

quarta-feira, novembro 30, 2011

Rodrigo Garcia Lopes em pocket-show na Rádio Uel

No estúdio da Rádio Uel, gravando o Trem das Onze. Foto Renata Cabrera
O programa foi ótimo, capitaneado por Jersey Gogel e Rogério Cavalcanti com produção da Renata Cabrera. Eu (voz e violão), acompanhado de André Siqueira (violão e baixo). Uma hora ao vivo de canções, bate-papo sobre música, poesia etc.
O link do programa de hoje é:

http://www.uel.br/uelfm/arquivo.php?id=8151

segunda-feira, novembro 28, 2011

SHOW AO VIVO NA RÁDIO UEL FM

Nesta quarta, ao vivo, Rodrigo Garcia Lopes e André Siqueira fazem um pocket show na Rádio UEL FM (107.9). Será das 11 da manhã ao meio-dia, no programa Trem das Onze

Rodrigo toca algumas canções que farão parte de seu próximo CD e conversa com o pessoal do programa. No repertório, músicas de seu primeiro disco ("Polivox"), como "Mulher da Multidão", "Ruído do Vidro", e inéditas como "Adeus" (parceria com Paulo Leminski), "Álibi", "Quaderna", entre outras.

** LINK da Rádio na rede:
http://www.uel.br/uelfm/arquivo.php?id=8052

Rádio UEL FM: 107.9

quarta-feira, novembro 23, 2011

UM POEMA






traída pelo
vento de inverno

a bela
borboleta

lenta- (asa
flor fluindo)
mente

caindo sobre
um rio
congelado

(amargo é
voar

tão longe
pra morrer:

melhor voar pra sempre)



Rodrigo Garcia Lopes (do livro inédito Estúdio Realidade)

sexta-feira, novembro 18, 2011

Um poema de NÔMADA


amar                  você                              silen
ciosa                  mente           ,         saber há
quanto              tempo                          tento
dizer ao              vento :                        entre



rodrigo garcia lopes (em nômada, Lamparina, 2004)

terça-feira, novembro 08, 2011

LANÇAMENTO: MORADAS DE MORFEU





Moradas de Orfeu é uma antologia de 59 poetas do sul do Brasil.  São 59 linguagens reunidas numa tentativa de evidenciar o exercício poético produzido na atualidade. Trata-se da reunião das novas vozes poéticas que habitam     os estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande de Sul.

SANTA CATARINA

Alckmar dos Santos, Antonio Carlos Floriano, Bento Nascimento, Cristiano Moreira, Dennis Radünz, Fernando José Karl, Heron Moura, Marcelo Steil, Marinaldo da Silva e Silva, Mauro Faccioni Filho, Mauro Galvão, Patrícia Hoffmann, Ramone Abreu Amado, Raquel Stolf, Renato Tapado, Rubens da Cunha, Ryana Gabech, Valdemir Klamt, Vicente Cechelero e Vinícius Alves


PARANÁ

Ademir Assunção, Ademir Demarchi, Adriano Smaniotto, Beatriz Bajo, Edson Falcão, Fernando Koproski, Jussara Salazar, Karen Debértolis, Luci Collin, Marcelo Sandmann, Marcio Davie Claudino, Marco Aurélio Cremasco, Marcos Losnak, Marcos Prado, Mario  Domingues, Ricardo Corona, Rodrigo Garcia Lopes, Rodrigo Madeira e Vinícius Lima

RIO GRANDE DO SUL

Carlos Besen, Celso Gutfreind, Claudio Cruz, Deise Beier, Denise de Freitas, Diego Petrarca, Guto Leite, Jaime Medeiros Jr., Jaime Vaz Brasil, Jorge Bucksdricker, Lau Siqueira, Marco de Menezes, Paulo Scott, Rafael Carvalho Meireles, Ricardo Silvestrin, Ronald Augusto, Ronaldo Machado, Sidnei Schneider, Telma Scherer e Vitor Biasoli

Serviço

Moradas de Orfeu, de Marco Vasques,
Editora Letras Contemporâneas,
Poemas, 650 pg. Distribuição gratuita no dia do lançamento.

CHIYO-NI por Julio Plaza & Alice Ruiz


Chiyo-ni (1703-1775), poeta japonesa. Traduzida por Alice Ruiz em Céu de Outro Lugar (Editora Expressão, 1985). Um belo exemplo de tradução intersemiótica. Acho uma das coisas mais resolvidas em termos de palavra e imagem que eu conheci. A poesia se amplia, a mente também, e tudo é ótimo.
 

segunda-feira, outubro 31, 2011

SLOGAN









DESPISTAR O PENSAR

DESPREZAR O PESAR

DESPERTAR O PRAZER












rodrigo garcia lopes, em polivox, azougue, 2001)

sábado, outubro 29, 2011

Um poema de NÔMADA




Escrevo como quem respira
Das palavras seu aroma.
Cada sílaba, simultânea, me doma
E, decidida, te admira.

E atinge o coração da página
Certo branco teu que contém
O néctar do silêncio e seu desdém
Por coisas que nem o poema imagina.



(Rodrigo Garcia Lopes, Nômada, Lamparina 2004)

domingo, outubro 09, 2011

SHOW NO PSIU POÉTICO

Back and back again. A partir de terça participo, com uma intervenção e um pocket show, do festival PSIU POÉTICO, evento que há 23 anos o poeta Aroldo Pereira agita em Montes Claros, norte de Minas Gerais. A programação completa aqui:

segunda-feira, setembro 26, 2011

NESTA QUINTA EM SAMPA: SHOW CANÇÕES DE NÓS MESMOS NO SESC/CONSOLAÇÃO

Nesta quinta acontece em Sampa o show "Canções de Nós Mesmos” (uma homenagem a Walt Whitman), no Sesc Consolação, (29). A formação é esta: Rodrigo Garcia Lopes (voz e violão), André Siqueira (violão, baixo, guitarra) e Rodrigo Serra (bateria e percussão). A apresentação integra o projeto Experiências Poéticas Inusitadas. Às 19h30, área de convivência. Grátis.

O projeto rolou nas últimas semanas, sempre às quintas-feiras.



terça-feira, setembro 20, 2011

NESTA QUINTA: CANÇÕES DE NÓS MESMOS NO LONDRIX

OS MENSAGEIROS (Sylvia Plath / tradução Rodrigo Garcia Lopes e Cristina Macedo)

OS MENSAGEIROS

 

Palavra de lesma em prato de folha?
Não é minha. Não a aceite.

Ácido acético em lata selada?
Não o aceite. Não é genuíno.
 
Anel de ouro e nele o sol?
Mentiras. Mentiras e uma dor.
 
Geada numa folha, o imaculado
Caldeirão, estalando e falando
 
Sozinho no topo de cada um
Dos nove Alpes negros,
 
Um distúrbio nos espelhos,
O mar estilhaçando seu cinza ---
 
Amor, amor, minha estação.




SYLVIA PLATH
Tradução: Rodrigo Garcia Lopes e Cristina Macedo
Em Ariel (Verus, 2007)

sexta-feira, setembro 16, 2011

BIOTÔNICO

É o programa que o poeta Celso Borges faz com o grande Zeca Baleiro e Otávio Rodrigues na Uol. Na edição 37, a voz lírica de Zezé Gonzaga, Thomas Mapfumo e o swing do Zimbabwe, poesia e música com Rodrigo Garcia Lopes (interpretando "O Assinalado", blues post-mortem com Cruz e Souza), Alceu Valença no tempo do alto-falante e da perna de pau

LINK:http://www.radio.uol.com.br/#/programa/biotonico

B I O T Ô N I C O

FARMACÊUTICOS RESPONSÁVEIS
Celso Borges, Otávio Rodrigues e Zeca Baleiro
QUÍMICO
Leonardo Shina
FALE COM NOSSO LABORATÓRIO
radiobiotonico@uol.com.br