sábado, setembro 11, 2010

BLOG ONDAS LITERÁRIAS na rede

Andréa Catrópa fez uma série de entrevistas para seu programa de rádio Ondas Literárias.  Alice Ruiz, Claudio Daniel, Virna Teixeira, Ademir Assunção, Frederico Barbosa e eu, entre muitos outros, fomos entrevistados. Todas as entrevistas podem ser escutadas agora  no blog http://ondasliterarias.blogspot.com/

 PROGRAMA Nº 13- Rodrigo Garcia Lopes





Nossa entrevista neste programa é com o poeta e tradutor Rodrigo Garcia Lopes. Ele nasceu na cidade de Londrina (Paraná). Formado em Jornalismo, trabalhou em diversos jornais e veículos literários. De 1990 a 1992 viveu nos Estados Unidos, onde realizou o mestrado e entrevistou intelectuais e artistas, como Allen Ginsberg, Charles Bernstein e Marjorie Perloff, entre outros. Dessas entrevistas resultou o livro Vozes & Visões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje (Iluminuras:1996). Entre seus livros de poemas, destacam-se Solarium (Iluminuras:1994), Polivox (Azougue: 2001) e Nômada (Lamparina: 2004). Polivox é também o nome do CD que reúne canções e poemas musicados por Rodrigo, que é tradutor de poetas como Sylvia Plath, Walt Whitman e Rimbaud. Mantém o blogue http://estudiorealidade.blogspot.com/. A trilha do programa inclui faixas do CD Polivox, de Rodrigo Garcia Lopes, e um trecho de O Superman, música de Laurie Anderson.

 

BEDUÍNA, poema de Nômada - Rodrigo Garcia Lopes


Beduína


teu corpo negro
é meu coração do avesso
onde me entrego, grego,
às iluminuras do desejo
e onde vejo, ensaio
o poema de todas as vozes

tua voz-raiz
viça, filtra, beduína
todos os ritmos do transe
odres de absinto
tantos matizes

tua alma branca
gema negra e perfeita
é minha mente ereta
quando sou raptado
das prosas da razão
às proezas dos sentidos

onde cego num oásis em meio às luzes
rogo tudo que forem capazes:
banho-me na tempestade.





Rodrigo Garcia Lopes (In Nômada, Lamparina, 2004)

quinta-feira, setembro 02, 2010

ENTREVISTA COM PAULO LEMINSKI

Para o jornalista e musicólogo curitibano
Aramis Millarchi, Dante Mendonça, Maí e Manoel Carlos Karam, em algum lugar do passado (24 de janeiro de 1982, segundo ele mesmo). Uma longa (4 horas) e deliciosa entrevista com a besta dos pinheirais, onde ele fala (ou melhor, metralha) de poesia ("eu quero ser o poeta mais importante de minha geração"), música, novidade ("nada é novo e nada é velho, né, quirido"), criação, Arrigo ("um estado como o Paraná, que deu Catatau e Clara Crocodilo, só pode ser um estado de vanguarda"), parceiros, Coolritiba etc. 
Para matar a saudades do polaco.

AQUI:


Sylvia Plath "Lady Lazarus" Poem Animation Movie

quarta-feira, setembro 01, 2010

ENTREVISTA E POEMAS NA REVISTA CELUZLOSE

A sexta edição da revista Celuzlose
já está pronta e disponível na internet.
 
Para acessá-la, basta clicar no link abaixo:
http://celuzlose.blogspot.com
 
 
NESTA EDIÇÃO
 
Entrevista
Rodrigo Garcia Lopes
 
BR.XXI - Literatura Brasileira Contemporânea
Ademir Demarchi
Adriano Lobão Aragão
Beatriz Bajo
Celso de Alencar
Eduardo Jorge
Micheliny Verunsck
Nicole Cristofalo
Wanderson Lima
 
GEO - Literatura sem Fronteiras
Jesús Ernesto Parra (Venezuela)
Julien Burri (Suíça)
Melcion Mateu (Espanha)
Pedro Granados (Peru)
 
Caderno Crítico
Breve história da literatura basca - por Fábio Aristimunho Vargas
 
O que é poesia?
Edson Cruz (Organizador)
André Ricardo Aguiar
Lau Siqueira
Linaldo Guedes
 
BIO - Vida & Obra
Lorenzo de´ Medici - por Dirceu Villa
 
LÚCIDA RETINA - Poesia Visual
Guto Lacaz

quarta-feira, agosto 25, 2010

EARTH WIND & FIRE "SEPTEMBER" ORIGINAL VIDEO VERY GOOD HQ ! 1978

ALÉM - poema de LAURA RIDING - trad. Rodrigo Garcia Lopes)

ALÉM





Dor é impossível de se descrever

Dor é a impossibilidade de descrever

Descrever o que não é possível descrever

O que deve ser coisa além do descrito

Além do descrito para não se descrever

Além do conhecido mas não mistério

Não mistério mas dor não claro mas dor

Mas dor além mas aqui além






LAURA RIDING

terça-feira, agosto 24, 2010

NENHUMA TERRA AINDA - POEMA DE LAURA RIDING - trad. rodrigo garcia lopes)


NENHUMA TERRA AINDA



Mar demorado, como é fugaz,
De aguidéia a aguidéia
Tão rápida em sentir surpresa e vergonha.
Onde momentos não são tempo
Mas tempo são momentos.
Tanto nem sim nem não,
Tanto único amor, ter o amanhã
Por um fracasso inevitável de agora e já.

Deitados na água barcos e homens fortes,
Mestres em fraqueza, partem para algum lugar:
O mais poderoso dorminhoco em sua cama
É incapaz de conhecer lugares nobres assim.
Então a fé embarcou na terra do marinheiro
Em busca de absurdos em nome do céu –
Descobrimento, uma fonte sem fonte,
Lenda de neblina e paciência perdida.

O corpo nadando em si mesmo
É o querido da dissolução.
Com gotejante  boca diz uma verdade
Que não pode mentir, em palavras ainda não nascidas
Da primeira imortalidade,
Onissábia impermanência.

E o olho empoeirado cujas agudezas
Tornam-se aguadas na mente
Onde ondas de probabilidade
Escrevem a visão com letra de maré
Que só o tempo pode ler.

E a terra seca ainda não,
Salvação e solidão absolutas –
Ostentando sua constância
Como uma ilha sem água ao redor
Numa água sem terra alguma.




LAURA RIDING

domingo, agosto 22, 2010

William Blake lê seu poema "LONDON"



 
I wander thro' each charter'd street,
Near where the charter'd Thames does flow,
And mark in every face I meet
Marks of weakness, marks of woe.


In every cry of every Man,
In every Infant's cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forg'd manacles I hear.


How the Chimney-sweeper's cry
Every black'ning Church appalls;
And the hapless Soldier's sigh
Runs in blood down Palace walls.


But most thro' midnight streets I hear
How the youthful Harlot's curse
Blasts the new born Infant's tear,
And blights with plagues the Marriage hearse. 



WILLIAM BLAKE

sábado, agosto 21, 2010

terça-feira, agosto 10, 2010

POEMA (William Carlos Williams - Tradução: Rodrigo Garcia Lopes)





POEMA


assim que o gato     
trepou no topo
do armário

de compotas
primeiro a pata
da frente

cauteloso
depois a de trás
desceu

no fundo do  
vaso de flores
vazio



POEM


as the cat
climbed over
the top of


the jamcloset
first the right
forefoot


carefully
then the hind
stepped down


into the pit of
the empty
flower pot









terça-feira, agosto 03, 2010

DORIVAL WELLS



Dica de meu amigo Bernardo. A bela música de Caimmy com imagens de Orson Welles.
Que parceria!

PENSATA DO DIA




"Há duas maneiras de se viver: você pode viver como se nada fosse um milagre; você pode viver como se tudo fosse um milagre.

Albert Einstein