"Storm the Reality Studio, and retake the universe" ("Assaltem o Estúdio Realidade, e retomem o universo") WILLIAM S. BURROUGHS
segunda-feira, setembro 13, 2010
sábado, setembro 11, 2010
BLOG ONDAS LITERÁRIAS na rede
Andréa Catrópa fez uma série de entrevistas para seu programa de rádio Ondas Literárias. Alice Ruiz, Claudio Daniel, Virna Teixeira, Ademir Assunção, Frederico Barbosa e eu, entre muitos outros, fomos entrevistados. Todas as entrevistas podem ser escutadas agora no blog http://ondasliterarias.blogspot.com/
PROGRAMA Nº 13- Rodrigo Garcia Lopes
Nossa entrevista neste programa é com o poeta e tradutor Rodrigo Garcia Lopes. Ele nasc
eu na cidade de Londrina (Paraná). Formado em Jornalismo, trabalhou em diversos jornais e veículos literários. De 1990 a 1992 viveu nos Estados Unidos, onde realizou o mestrado e entrevistou intelectuais e artistas, como Allen Ginsberg, Charles Bernstein e Marjorie Perloff, entre outros. Dessas entrevistas resultou o livro Vozes & Visões: Panorama da Arte e Cultura Norte-Americanas Hoje (Iluminuras:1996). Entre seus livros de poemas, destacam-se Solarium (Iluminuras:1994), Polivox (Azougue: 2001) e Nômada (Lamparina: 2004). Polivox é também o nome do CD que reúne canções e poemas musicados por Rodrigo, que é tradutor de poetas como Sylvia Plath, Walt Whitman e Rimbaud. Mantém o blogue http://estudiorealidade.blogspot.com/. A trilha do programa inclui faixas do CD Polivox, de Rodrigo Garcia Lopes, e um trecho de O Superman, música de Laurie Anderson.BEDUÍNA, poema de Nômada - Rodrigo Garcia Lopes
Beduína
teu corpo negro
é meu coração do avesso
onde me entrego, grego,
às iluminuras do desejo
e onde vejo, ensaio
o poema de todas as vozes
tua voz-raiz
viça, filtra, beduína
todos os ritmos do transe
odres de absinto
tantos matizes
tua alma branca
gema negra e perfeita
é minha mente ereta
quando sou raptado
das prosas da razão
às proezas dos sentidos
onde cego num oásis em meio às luzes
rogo tudo que forem capazes:
banho-me na tempestade.
Rodrigo Garcia Lopes (In Nômada, Lamparina, 2004)
quinta-feira, setembro 02, 2010
ENTREVISTA COM PAULO LEMINSKI
Aramis Millarchi, Dante Mendonça, Maí e Manoel Carlos Karam, em algum lugar do passado (24 de janeiro de 1982, segundo ele mesmo). Uma longa (4 horas) e deliciosa entrevista com a besta dos pinheirais, onde ele fala (ou melhor, metralha) de poesia ("eu quero ser o poeta mais importante de minha geração"), música, novidade ("nada é novo e nada é velho, né, quirido"), criação, Arrigo ("um estado como o Paraná, que deu Catatau e Clara Crocodilo, só pode ser um estado de vanguarda"), parceiros, Coolritiba etc.
Para matar a saudades do polaco.
Para matar a saudades do polaco.
AQUI:
quarta-feira, setembro 01, 2010
ENTREVISTA E POEMAS NA REVISTA CELUZLOSE
A sexta edição da revista Celuzlose
já está pronta e disponível na internet.
Para acessá-la, basta clicar no link abaixo:
http://celuzlose.blogspot.com
NESTA EDIÇÃO
Entrevista
Rodrigo Garcia Lopes
BR.XXI - Literatura Brasileira Contemporânea
Ademir Demarchi
Adriano Lobão Aragão
Beatriz Bajo
Celso de Alencar
Eduardo Jorge
Micheliny Verunsck
Nicole Cristofalo
Wanderson Lima
GEO - Literatura sem Fronteiras
Jesús Ernesto Parra (Venezuela)
Julien Burri (Suíça)
Melcion Mateu (Espanha)
Pedro Granados (Peru)
Caderno Crítico
Breve história da literatura basca - por Fábio Aristimunho Vargas
O que é poesia?
Edson Cruz (Organizador)
André Ricardo Aguiar
Lau Siqueira
Linaldo Guedes
BIO - Vida & Obra
Lorenzo de´ Medici - por Dirceu Villa
LÚCIDA RETINA - Poesia Visual
Guto Lacaz
já está pronta e disponível na internet.
Para acessá-la, basta clicar no link abaixo:
http://celuzlose.blogspot.com
NESTA EDIÇÃO
Entrevista
Rodrigo Garcia Lopes
BR.XXI - Literatura Brasileira Contemporânea
Ademir Demarchi
Adriano Lobão Aragão
Beatriz Bajo
Celso de Alencar
Eduardo Jorge
Micheliny Verunsck
Nicole Cristofalo
Wanderson Lima
GEO - Literatura sem Fronteiras
Jesús Ernesto Parra (Venezuela)
Julien Burri (Suíça)
Melcion Mateu (Espanha)
Pedro Granados (Peru)
Caderno Crítico
Breve história da literatura basca - por Fábio Aristimunho Vargas
O que é poesia?
Edson Cruz (Organizador)
André Ricardo Aguiar
Lau Siqueira
Linaldo Guedes
BIO - Vida & Obra
Lorenzo de´ Medici - por Dirceu Villa
LÚCIDA RETINA - Poesia Visual
Guto Lacaz
quarta-feira, agosto 25, 2010
ALÉM - poema de LAURA RIDING - trad. Rodrigo Garcia Lopes)
ALÉM
Dor é impossível de se descrever
Dor é a impossibilidade de descrever
Descrever o que não é possível descrever
O que deve ser coisa além do descrito
Além do descrito para não se descrever
Além do conhecido mas não mistério
Não mistério mas dor não claro mas dor
Mas dor além mas aqui além
LAURA RIDING
Dor é impossível de se descrever
Dor é a impossibilidade de descrever
Descrever o que não é possível descrever
O que deve ser coisa além do descrito
Além do descrito para não se descrever
Além do conhecido mas não mistério
Não mistério mas dor não claro mas dor
Mas dor além mas aqui além
LAURA RIDING
terça-feira, agosto 24, 2010
NENHUMA TERRA AINDA - POEMA DE LAURA RIDING - trad. rodrigo garcia lopes)
NENHUMA TERRA AINDA
Mar demorado, como é fugaz,
De aguidéia a aguidéia
Tão rápida em sentir surpresa e vergonha.
Onde momentos não são tempo
Mas tempo são momentos.
Tanto nem sim nem não,
Tanto único amor, ter o amanhã
Por um fracasso inevitável de agora e já.
Deitados na água barcos e homens fortes,
Mestres em fraqueza, partem para algum lugar:
O mais poderoso dorminhoco em sua cama
É incapaz de conhecer lugares nobres assim.
Então a fé embarcou na terra do marinheiro
Em busca de absurdos em nome do céu –
Descobrimento, uma fonte sem fonte,
Lenda de neblina e paciência perdida.
O corpo nadando em si mesmo
É o querido da dissolução.
Com gotejante boca diz uma verdade
Que não pode mentir, em palavras ainda não nascidas
Da primeira imortalidade,
Onissábia impermanência.
E o olho empoeirado cujas agudezas
Tornam-se aguadas na mente
Onde ondas de probabilidade
Escrevem a visão com letra de maré
Que só o tempo pode ler.
E a terra seca ainda não,
Salvação e solidão absolutas –
Ostentando sua constância
Como uma ilha sem água ao redor
Numa água sem terra alguma.
LAURA RIDING
domingo, agosto 22, 2010
William Blake lê seu poema "LONDON"
I wander thro' each charter'd street,
Near where the charter'd Thames does flow,
And mark in every face I meet
Marks of weakness, marks of woe.
In every cry of every Man,
In every Infant's cry of fear,
In every voice, in every ban,
The mind-forg'd manacles I hear.
How the Chimney-sweeper's cry
Every black'ning Church appalls;
And the hapless Soldier's sigh
Runs in blood down Palace walls.
But most thro' midnight streets I hear
How the youthful Harlot's curse
Blasts the new born Infant's tear,
And blights with plagues the Marriage hearse.
WILLIAM BLAKE
sábado, agosto 21, 2010
quinta-feira, agosto 19, 2010
quarta-feira, agosto 18, 2010
quarta-feira, agosto 11, 2010
terça-feira, agosto 10, 2010
POEMA (William Carlos Williams - Tradução: Rodrigo Garcia Lopes)
POEM
as the cat
climbed over
the top of
the jamcloset
first the right
forefoot
carefully
then the hind
stepped down
into the pit of
the empty
flower pot
POEMA
assim que o
gato
trepou no
topo
do armário
de compotas
primeiro a
pata
da frente
cauteloso
depois a de
trás
desceu
no fundo do
vaso de flores
vazio
POEM
as the cat
climbed over
the top of
the jamcloset
first the right
forefoot
carefully
then the hind
stepped down
into the pit of
the empty
flower pot
domingo, agosto 08, 2010
sexta-feira, agosto 06, 2010
terça-feira, agosto 03, 2010
DORIVAL WELLS
Dica de meu amigo Bernardo. A bela música de Caimmy com imagens de Orson Welles.
Que parceria!
PENSATA DO DIA
"Há duas maneiras de se viver: você pode viver como se nada fosse um milagre; você pode viver como se tudo fosse um milagre.
Albert Einstein
Assinar:
Postagens (Atom)



4.jpg)


.jpg)

