quarta-feira, junho 26, 2013

Cancões do Estúdio Realidade (clipes e lançamento)


PUBLICIDADE
QUEM FAZ O BLOG
Seções
Conheça
Podcasts
Posts
Enviado por Luiz Claudio, 25/06/13 3:22:32 PM

Isso me dá vontade de ir para Londrina

  
 
7
RodrigoGarciaLopesO poeta e músico Rodrigo Garcia Lopes faz show para lançar dois novos videoclipes de seu disco Canções do Estúdio Realidade. Será no Bar Valentino, em Londrina, no dia 10 de julho, às 21h. Veja abaixo os teasers dos clipes das músicas New Yorke Quaderna. E quem quiser ler o que já escrevi sobre esse novo disco de Rodrigo, pode fazer entrando neste post do Sobretudo
E aqui mais de Rodrigo Garcia Lopes:

sábado, junho 22, 2013

Crédito foto: Elisabete Ghisleni

sexta-feira, junho 21, 2013

INVERNO BRASILEIRO (poema de Rodrigo Garcia Lopes)







INVERNO BRASILEIRO


O futuro pertence às multidões.
Don DeLillo


A Multidão é uma serpente de cem mil olhos bocas peles e vozes

A Multidão sempre aparece em segundas nubladas

Ninguém segue nem segura a Multidão, ela nos leva

A Multidão avança entre prédios públicos e praças e condomínios como uma                         grande onda

A Multidão murmura sentidos atávicos, despista seus perseguidores, se dispersa, se 
divide, arrebata mais furiosos avatares e se reencontra

A Multidão atordoa a mídia, perplexa especialistas, confunde extraterrestres,

A Multidão é a soma das individualidades cuspindo desejos & desapontamentos,

Elétrica Pulsante em Movimento a Multidão tem a vibração de mil megatons

A Multidão é jovem é velha é sexy é solitária é firme é serena

A Multidão quer derrubar a realidade que está aí, a falsa representação,

A Multidão de única seiva e múltipla raiz, e que grassa em todos os cantos, a musa de Whitman

Multitude furiosa como a lava de um vulcão, Multidão imprevisível como um tornado

De repente a Multidão se torna um novo meio de transporte e atinge o satori
A Multidão contém mini-multidões, contradições, bancos saqueados, a face pintada de uma menina

A Multidão lança beijos e palavras de ordem aos que ficaram à margem da Multidão

A Multidão quer retomar o que lhe foi tomado, vandalizado pelos grupos econômicos, políticos parasitas,

A Multidão tem a informação e organiza em redes suas ações em tempo real

Múltipla e Singular a Multidão quer o mundo para ontem, e a vida simplesmente 
para agora,

A Multidão paralisa tudo, decreta feriados, derruba governos,

A Multidão que sai das fábricas, das lojas, das bocas, dos becos e do Facebook

A Multidão que protesta como um tigre quando desperto, a pegada de sua pata é poderosa contra as tropas de choque

Contra o Molok que sacrifica uma geração, contra as injustiças e a ditadura do Mercado, contra o Império, qualquer império

A Multidão que não gosta de balas de borracha e prefere Halls

A Multidão que grita Desculpe o Transtorno: estamos mudando um país.



Rodrigo Garcia Lopes
18/6/13

sábado, junho 15, 2013

Supertônica, de Arrigo Barnabé, com Rodrigo Garcia Lopes




O poeta, tradutor, cantor e compositor Rodrigo Garcia Lopes. Divulgação

Rodrigo Garcia Lopes: entre música e poesia

JULIO DE PAULA | 14.06.2013
"Parece que você no Brasil precisa ser especializado numa coisa só. (...) Os limites entre palavra falava e palavra cantada na nossa tradição musical são muito tênues”.
Ele é natural de Londrina, Paraná. Aprendeu violão com a tia, aos 11 anos de idade. Fugia do cursinho para ouvir Duke Ellington e Chick Corea. “A música sempre me acompanhou. (...) Comecei a escrever ouvindo música. Era uma energia, me inspirava”. Apaixonado por poesia, passou a escrever na adolescência. Como “laboratório”, também exercitou as traduções. Para Rodrigo Garcia Lopes, música e poesia são fronteiras fluidas.

“Itamar Assumpção pra gente foi uma revolução. Durante muito tempo eu só tocava Itamar. Sabia tocar umas 20 ou 30 músicas do Itamar e não queria tocar outra coisa”.

“Todo mundo que entrava em contato com o Leminski era energizado.  (...) Pra mim ele foi um divisor de águas”.

Como bom londrinense, teve Itamar e Arrigo, entre outros nomes da vanguarda paulista, como referências. Sem falar no poeta Paulo Leminski. “Conheci Leminski quando eu tinha 17 anos. Inventei que tinha um jornal laboratório, pedi autorização para meus pais para poder viajar, peguei um ônibus e fui para Curitiba”.

Poeta, compositor, cantor e tradutor, Rodrigo Garcia Lopes é autor de Solarium (1994), Visibilia (1996), Polivox (2001), Nômada (2004) e Estúdio Realidade (2013). Dois álbuns integram sua discografia: “Polivox” (2001) e “Canções do Estúdio Realidade” (2013).

“A minha caneta é o violão. Ele é que estrutura minhas músicas”.




http://www.culturabrasil.com.br/programas/supertonica/rodrigo-garcia-lopes-entre-msica-e-poesia-2