sexta-feira, outubro 23, 2015

Sobre O TROVADOR (Editora Record, 2014)



"Em O Trovador Rodrigo Garcia Lopes realiza de forma impressionante aquilo que desejou ao buscar as características que P. D. James elenca como essenciais para a criação de um bom romance policial: 'Trama bem construída e interessante, cenário original, personagens multidimensionais, pistas inteligentes, detetive cativante e vilões memoráveis'".
JARDEL DIAS CAVALCANTI, Digestivo Cultural

“Brilhante romance de estreia”.
JOCA REINERS TERRON

“Um genuíno romance policial histórico”.
MARCOS LOSNAK, Folha de Londrina

"O Trovador anuncia uma trama bem costurada do começo ao fim e um trabalho de pesquisa requintado e meticuloso. O final não deixa pontas soltas, e a descrição da trama parece um roteiro cinematográfico, articulada para situar o leitor no coração do enigma. É um dos melhores romances policiais da safra nacional de 2014"
ANA PAULA LAUX, escritora e pesquisadora 

"A trama é extremamente bem controlada, com muitos detalhes bem distribuídos. Um page-turner, um livro para ser lido sem pausas".
THIAGO MONN, Diário Catarinense

"O Trovador propicia leitura divertida e instrutiva. Tem a cara certa para virar um ótimo filme"
LUIS AUGUSTO FISHER, Folha de São Paulo

“Um romance surpreendente”.
DOMINGOS PELLEGRINI, escritor

"Rodrigo Garcia Lopes consegue sustentar por mais de 400 páginas uma trama rocambolesca, e ao mesmo tempo nos informar, com veracidade histórica, sobre um episódio ainda pouco conhecido no país".
ELIAS FAJARDO, O Globo

“Surpreendente, instigante, sofisticado, como todo grande policial”.
ALBERTO MUSSA, escritor

O título da obra – O trovador – também é digno de nota. Simples e emblemático, disfarça o criminoso e coloca a poesia para orbitar o centro da trama. Não menos sugestivo é o personagem que faz a vez de detetive, um tradutor.
PAULINO JÚNIOR, Revista Pessoa

"Com a possibilidade de um olhar histórico e literário – e até mesmo do puro entretenimento -, O Trovador se ergue aos leitores como um dos melhores livros policiais brasileiros".
JONATAN SILVA, Paraná Online

 “Uma trama complexa, interessante e original na clave do multiculturalismo”.
MOACIR AMÂNCIO, O Estado de São Paulo




quinta-feira, outubro 22, 2015

"Experiências Extraordinárias" é finalista do Prêmio Jabuti 2015

Saiu a lista dos finalistas do Prêmio Jabuti 2015.

Experiências Extraordinárias (Kan, 2014) está entre os 10 finalistas da categoria Poesia. 

Os 3 vencedores de cada categoria serão anunciados dia 19 de novembro. Experiências Extraordinárias, publicado pela Kan, também está entre os semifinalistas do Prêmio Oceanos 2015.
Lista completa:

quarta-feira, outubro 14, 2015

"O TROVADOR" é finalista do Prêmio São Paulo de Literatura 2015

Saiu a lista dos 21 finalistas ao Prêmio São Paulo de Literatura. Foram 215 inscritos este ano (11 de autores veteranos e 104, de estreantes).

"O Trovador"  (Record), romance policial-histórico ambientado em Londres e Londrina em 1936 concorre na categoria "Melhor livro de romance de autor estreante com mais de 40 anos".


A notícia completa aqui:


quarta-feira, setembro 16, 2015

"O Trovador" e "Experiências Extraordinárias" entre os semifinaistas do Prêmio Oceanos

Meus dois livros lançados no ano passado, O Trovador (Record, romance policial) e Experiências Extraordinárias (Kan, poesia) estão entre os 63 finalistas (entre 592 inscritos) do Prêmio Oceanos de Literatura (ex-Portugal Telecom). 

Agora começou a segunda fase, que escolherá 12 e, em dezembro, os 4 vencedores (do primeiro ao quarto lugar). 



sábado, agosto 29, 2015

"Experiências Extraordinárias, "Até Nenhum Lugar" e "Pig Brother"" no Guia da Folha de S. Paulo



http://www1.folha.uol.com.br/guia-de-livros-filmes-discos/2015/08/1673038-ademir-assuncao-lanca-dois-titulos-de-poesia-contrapondo-a-propria-obra.shtml


Ademir Assunção lança dois títulos de poesia contrapondo a própria obra

JOCA REINERS TERRON


NATUREZA E CIDADE

Em seus dois novos livros, lançados simultaneamente, Ademir Assunção contrapõe dois extremos de sua poesia: a natureza e a cidade.

A musa primeira está no centro de sua visão desde Londrina, onde se destacou no final dos anos 1980, ao lado de Rodrigo Garcia Lopes, Marcos Losnak, Maurício Arruda Mendonça e Mário Bortolotto, entre outros artistas daquela geração, "beatniquins" ensopados de filosofia oriental e poesia japonesa.

Coerente com esse início, "Até Nenhum Lugar" trafega, de 1984 a 2013, entre haicais cuja matéria-prima é a própria existência do poeta, seus danos e dádivas: "tanto caminhar/ tantas luas tantos sóis/ até nenhum lugar".



Reprodução





Sem lua que ilumine a escuridão das esquinas, "Pig Brother" é aterrorizado pela necrópole paulistana. Ópera rock assombrada pelos fantasmas de Roberto Piva e Frank Zappa, traz à frente o vocalista exímio que Assunção é —e a longa sequência de poemas imagéticos se aproxima da prosa dos balões de quadrinhos narrada num presente permanente e claustrofóbico.





ATÉ NENHUM LUGAR

AUTOR: Ademir Assunção

EDITORA: Patuá

QUANTO: R$ 28 (100 págs.)

AVALIAÇÃO: bom


PIG BROTHER

AUTOR: Ademir Assunção

EDITORA: Patuá

QUANTO: R$ 37 (136 págs.)

AVALIAÇÃO: bom


*

EXPERIÊNCIAS EXTRAORDINÁRIAS



Herdeira da tradição beatnik e de sua crítica ao establishment, a poesia rebelde de Rodrigo Garcia Lopes se volta, em "Experiências Extraordinárias", contra o cenário edulcorado de nossa Idade Mídia, com seus ídolos de ocasião e modelos de sucesso.



Reprodução





Evocando Drummond, Oswald de Andrade, Graciliano Ramos ou a dupla Ginsberg/Kerouac, o poeta denuncia o "poeta fofo" que "assassina mais um poema", "as descobertas científicas" que "nos domesticam", os "bonecos travestidos de sentido", "a fome o cansaço a humilhação", o real "seco de linguagem", mesmo desconfiado do alcance da própria voz e da permanência da palavra diante de um ambiente que emudece, porque talvez esteja soterrado pelo excesso de discursos, imagens, slogans, ruídos e ruinas.

É verdade que a literatura brasileira, em prosa e verso, está acossada pela fofice, o mimimi lírico, mas ainda existe alguma resistência dos que buscam o nervo inflamado do outro e do real, ali na esquina.(REYNALDO DAMAZIO)


AUTOR: Rodrigo Garcia Lopes

EDITORA: Kan

QUANTO: R$ 25 (104 págs.)

AVALIAÇÃO: bom

quarta-feira, agosto 05, 2015

NA BIENAL DO RIO

Dia 7 de setembro participo da Bienal do Livro do Rio de uma mesa sobre romance policial, com Raphael Montes e mediação de Carlos Marcelo Carvalho.

CAFÉ LITERÁRIO/ 11:00h/ PAVILHÃO 3 - AZUL

INVESTIGANDO O ROMANCE POLICIAL: dois autores brasileiros, especialistas na área, discutem suas respectivas técnicas de elaboração dos mais intrincados casos da literatura policial.
Raphael Montes e Rodrigo Garcia Lopes

Mediação: Carlos Marcelo Carvalho.

http://oglobo.globo.com/cultura/livros/bienal-anuncia-programacao-completa-com-14-autores-da-argentina-17081514

domingo, julho 26, 2015

EPIGRAMAS DE MARCIAL NA ILUSTRÍSSIMA

A Folha Ilustríssima​ publicou hoje 12 traduções minhas de Epigramas, de MARCIAL (38-104 d.C), que fazem parte do livro que a Ateliê Editorial vai publicar no primeiro semestre de 2016.
LINK, aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/07/1660056-leia-epigramas-do-poeta-romano-marco-valerio-marcial.shtml


terça-feira, julho 14, 2015

POEMAS DE ROBERT CREELEY (Tradução Rodrigo Garcia Lopes)

POEMAS DE ROBERT CREELEY

 


DE NOVO

Outro dia ido, 
adiado, achado na 
forma de dias.
Teve início, teve 
fim - foi adian- 
tado, atrasado,
lento, logo um 
sol brilhou, nuvens, 
fiquei flutuando no ar
um tempo com outras, 
então desci 
de novo ao chão.  
Lua alguma. Quarto de 
espelunca - começar 
de novo.


NOVO MUNDO

Terra edênica, adâmico ser - 
Estupidez o preço que você vai pagar 
Por esse inútil saber.


ESPELHO

Ver é crer. 
O que foi pensado ou dito,

essas mortes persistentes, inexoráveis, 
fazem fé assim ausente,  

nossa humanidade uma pergunta, 
um nojo pelo que somos.

Seja que esperança for, 
está perdida aqui.

Por termos cobiçado nossa diferença,
eis o preço.


DEPOIS DE PASTERNAK  

Acha tudo uma coisa só? 
Pancada de neve, porta 
do carro fechada, o sol brilhante, 
paciente -
Quantos milhões de anos 
para chegar e estar 
aqui uma só vez - 
nunca voltando -
Ah, triste margem de perspectiva - 
janela exausta no passado - 
agora, o que quer que viva 
já não pode durar.


VIDA

Para Basil

Claridade intensiva, específica, 
como nada mais 
que não seja 
ela mesma -
isso ecoa assim, 
vista, sentida, ouvida, 
ou saboreada, uma só 
e muitas. Mas
meu punho golpeia 
a porta, pedido 
escasso, contrita entrada 
quer mais.


NATUREZA MORTA

Ainda 
viva. Só 
não anda.

*

Traduções: Rodrigo Garcia Lopes

terça-feira, junho 09, 2015

MATRIX, poema de "Experiências Extraordinárias" (Editora Kan)


MATRIX


Chegou tenso e tomou um Xanax.
Na secretária a mensagem da ex,
No quarto da filha um céu de starfix,
Agora crescida trabalha na Fox.

Em casa só usava sabonete Lux. 

Seu verdadeiro nome era Max,
Quando nasceu não existia telex.
Cortaram sua Megapix, sua Netflix.

Gerente num China in Box
Deve grana preta pra Electrolux.


Torcedor fanático do Ajax,
Acha que a vida é um gibi do Tex.
Nunca ouviu falar da deusa Nix.
Bebe, bate a cabeça no box
Sem devolver Apocalypse Now Redux.





Rodrigo Garcia Lopes

quarta-feira, maio 20, 2015

TEMPOS DE CELEBRIDADE (poema de Experiências Extraordinárias, Kan, 2015)

-->

TEMPOS DE CELEBRIDADE



Carlos, na próxima encadernação
Nascerei filho de alguém famoso.
E então, como um cão raivoso,
Não largarei meu precioso osso.

Quem disse que é preciso ler,
Ter talento? Não seja ridículo.
Esforço é coisa de otário.
Meu sobrenome será meu currículo.

Vou escrever uns poemas fofos
Umas cançõezinhas ordinárias
Com uma certeza: o Brasil nunca saiu
Das capitanias hereditárias.



 *
rodrigo garcia lopes

sábado, maio 09, 2015

RESENHA DE " O TROVADOR" NO DIÁRIO CATARINENSE




Obra é o romance de estreia do escritor que tem experiência em traduções e poesia 

Thiago Momm



       Há alguns meses eu me devia a leitura de O Trovador (Ed. Record, 406 páginas, R$ 49), romance policial do paranaense Rodrigo Garcia Lopes lançado no segundo semestre do ano passado.

      A trama se desenvolve na Londrina dos anos 30. A cidade vivia uma época de “eldorado, babel e faroeste” com a colonização inicial orientada pelos ingleses (daí Londrina como “originária de Londres”). Tudo começou com uma empresa de terras criada por um tal Simon Fraser, o lorde Lovat. Aqui, realidade e romance coincidem. Estamos falando de figura e fatos históricos que foram parar nas páginas do livro, alterados por algumas tintas ficcionais.
 
       A ficção se torna o componente principal em outros aspectos. Lovat divide o protagonismo da história com o tradutor e poliglota escocês Adam Blake. Os dois vão até Londrina para desvendar um crime misterioso, conectado a um poema em provençal enviado ao rei Eduardo 8º. Outros crimes surgem, e a angústia para explicá-los com a dedução dos sentidos do poema se intensifica. Nesse aspecto, o romance evoca um pouco O Nome da Rosa, de Umberto Eco.

      A pesquisa histórica é um dos pontos mais fortes de O Trovador. O livro leva o leitor com naturalidade e profundidade para a Londrina e o contexto geral da época. O aspecto policialesco também se destaca: a trama é extremamente bem controlada, com muitos detalhes bem distribuídos, parecendo antes de um veterano que de um estreante no gênero (trata-se do primeiro romance de Lopes, embora ele seja um escritor de 49 anos experiente em traduções e poesia).

     As descrições me deixaram um pouco dividido. O talento poético de Lopes funciona de sobra para os cenários, mas a apresentação dos personagens paga tributos demais ao pastiche do gênero (quase todo personagem novo em cena ganha uma rápida caricatura física). Nada que destoe muito e que impeça o romance de ser um “page-turner”, um livro para ser lido sem pausas.