"Storm the Reality Studio, and retake the universe" ("Assaltem o Estúdio Realidade, e retomem o universo") WILLIAM S. BURROUGHS
quinta-feira, março 22, 2007
Robert Creeley: ou, a poética da respiração concisa
quarta-feira, março 21, 2007
PALAVRAS REAIS DE UM POETA INEXISTENTE
Curta-metragem aborda a possível trajetória de Satori Uso, personagem que saiu da imaginação do escritor londrinense Rodrigo Garcia Lopes
| Divulgação A atriz Caren Utino interpreta Satine, a musa de Satori: personagens imaginários dão suporte poético à narrativa do filme |
| César Augusto Rodrigo Grota, diretor e co-roteirista, criou um ''documentário'' sobre a breve passagem do poeta japonês em Londrina, na década de 50: cruzamento de metalinguagens |
| Reprodução ''Foto'' de Satori Uso, cujos poemas e haicais chamou a atenção de gente ilustre como Paulo Leminski |
O curta foi rodado em Londrina e Assaí entre 5 e 12 de março de 2006, com produção da ONG Kinoarte (Instituto de Cinema e Vídeo de Londrina) e patrocínio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), no valor de R$ 100 mil. De acordo com Grota, que assina a direção, co-produção executiva, e divide o roteiro com Garcia Lopes, é a primeira vez que a Kinoarte produz em 35 mm. ''No final a gente tinha seis horas de imagens, que foi reduzida a 25 minutos. Destes 25, cortamos até chegar aos 17 minutos. Foi bem difícil tirar algumas cenas, já que muitas delas eram boas'', justificou.
A essência criativa do ''documentário'' sobre a fugaz passagem do poeta japonês pela Londrina dos anos 50 é edificada através da ótica do cineasta americano Jim Kleist. Uma dupla-metalinguagem, já que a história do alter ego Satori Uso foi conduzida pelo personagem fictício, no caso, Jim Kleist. Parece complicado? ''É um falso documentário feito sobre um poeta que nunca existiu, dirigido por um cineasta que também nunca existiu'', simplificou.
Segundo Grota, o curta apresenta trechos de um filme inacabado de Kleist, intitulado ''Isolation'', que teria sido rodado em Londrina em 1967, ocasião em que o cineasta americano esteve no Brasil. ''Jim Kleist idealizou um filme como resposta visual à trajetória de Satori'', lembrou. Aliás, é o próprio Kleist quem narra a história, na voz de José de Aguiar, diretor de arte.
Estrelado por Rogério Ivano (Satori) e Caren utino (Satine), o curta é conduzido pelo romance entre os dois. ''Para o tratamento do roteiro, nós utilizamos a intervenção de dois elementos novos: a Satine e o Jim Kleist. Eu estava buscando uma peça de desintegração, já que o Satori não apresentava conflitos dramáticos. Então surgiu a idéia da musa do poeta, e o desejo que foi se intensificando aos poucos'', lembrou.
Em 2001, Rodrigo Garcia Lopes publicou em seu livro ''Polivox'' (Azougue Editorial) com um capítulo dedicado aos 15 haicais do alter ego japonês.
''Satori Uso'' incia a série de três curtas sobre a a Londrina dos anos 50, considerada por Grota a ''Trilogia do Esquecimento''. O segundo filme será inspirado na passagem do jazzman americano Booker Pittman pela cidade, e será rodado em agosto deste ano, também com produção da Kinoarte e Prefeitura de Londrina. ''O terceiro filme eu ainda não posso revelar quem será o personagem, mas os três irão dialogar entre si'', disse.
Satori existiu? Talvez sim...
Um personagem permeado de riquezas interiores que se revela através de um silêncio quase desconcertante. Satori Uso também teve uma dinâmica de vida como qualquer pessoa: nasceu, cresceu, se apaixonou e se decepcionou. Mas, longe de ser banalizado, carregava um abismo dentro de si.
Dizem que teve apenas um livro publicado em vida, antes de desembarcar no Brasil. O poeta teria nascido 2 de outubro de 1945 e migrado para o Brasil em 1975. Antes disso, passou alguns anos no mosteiro zen budista e depois virou hippie. Após perder quase toda sua obras durante a viagem (entre peças nô, haicais lisérgicos e um esquisito romance), fora parar no sítio de um amigo em Assaí. Nos últimos anos de vida, Satori passava o tempo todo em meditação profunda, quase não falava e se tornou obcecado pela decoberta da linguagem com a qual poderia conversar com as estrelas.
Tanta verossimilhança se distancia ainda mais da abstração ao vê-lo em cena no curta-metragem. A natureza, a sombra, a música, a solidão, a sombra, a descoberta, a pena da caneta, a sombra, os discos, o amor, enfim, a sombra. Satori fugia da luz, então só poderiam encontrá-lo no escuro. Satori e aproximava da luz apenas quando perto de Satine, seu ensejo contínuo, mesmo com o fim. Uma história linear, não simples, mas que apresenta confluência de roteiro, trilha sonora, fotografia e direção. Familiaridade.
Fica a nítida sensação de que meus avós poderiam ter conhecido Satori. Pensando bem, acho que eles já comentaram a respeito desse poeta quando eu era pequena... (L.O.)
Serviço
- Lançamento do curta-metragem ''Satori Uso'', de Rodrigo Grota. No Cine Com-Tour. Sábado, às 20h30. Entrada franca. Na mesma sessão, serão exibidos os curtas ''Londrina em Três Movimentos'' e ''O Quinto Postulado''.
Liliana Onozato
terça-feira, março 20, 2007
domingo, março 18, 2007
TRAILER de "SATORI USO"

O filme "Satori Uso", de Rodrigo Grota (35 mm), baseado na vida e obra do poeta japonês homônimo (1925-1985), já tem trailer:
Ele deve estrear por estes dias e participar de festivais de curtas no Brasil e exterior. Um belo e delicado trabalho de Rodrigo Grota.
terça-feira, março 06, 2007
GRANDES MOMENTOS DO PENSAMENTO FILOSÓFICO DE GEORGE BUSH

"Eu creio que nos dirigimos de modo irreversível no sentido de mais liberdade e democracia - mas isso pode mudar."
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“Eu fiz bons julgamentos no passado. Eu fiz bons julgamentos no futuro.”
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“Muitas das nossas importações vêm de fora".
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“O futuro será melhor amanhã.”
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“O Holocausto foi um período obsceno da história de nossa nação. Quero dizer, na história deste século. Mas todos vivemos neste século. Eu não vivi neste século.”
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“Não é a poluição que ameaça o ambiente, são as impurezas do ar e da água”.
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Tenho o cuidado de preservar o poder executivo não só para mim, mas também para os meus predecessores".
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“Comprometemo-nos a trabalhar com ambas as partes para levar o nível de terror a um nível aceitável para ambas as partes”.
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“Sei que em Washington há muitas ambições. É natural. Mas espero que os ambiciosos percebam que é mais fácil triunfar com um êxito do que com um fracasso”.
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“Nós queremos que qualquer pessoa que possa arranjar um trabalho seja capaz de arranjar um trabalho”.
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“Um dos denominadores comuns que achei é que as expectativas surgem sempre em torno do que se espera”.
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“O sistema de educação pública é um dos fundamentos da nossa democracia. Afinal, é onde as crianças da América aprendem a ser cidadãos responsáveis, e aprendem as habilidades necessárias para tirar vantagem da nossa fantástica sociedade oportunista”.
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“Marte essencialmente está na mesma órbita que nós. Está quase à mesma distância do Sol, o que é importante. Já vimos imagens dos canais, cremos, e da água. Se há água há oxigênio e se há oxigênio podemos respirar”.
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"O gás natural é hemisférico. Gosto de lhe chamar hemisférico por natureza, porque é o produto que podemos encontrar nas nossas vizinhanças".
"Pessoas que são realmente estranhas podem assumir posições-chave e provocar um tremendo impacto na história"
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“Sei que os seres humanos e os peixes poderão coexistir em paz”.
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“Já é tempo de a raça humana entrar no sistema solar”.
ANGELI É DEMAIS
Angeli, sempre certeiro, genial:

