quinta-feira, novembro 06, 2008

TROMPAS DE CAÇA



Nossa história é nobre e trágica
Como a máscara de um tirano
Nenhum drama ao acaso ou mágica
Nenhum detalhe menos estranho
Faz nossa paixão menos patética

E Thomas de Quincey tomando
Ópio tóxico doce e casto
Com a pobre Ana alucinando
Passe passe já que tudo passa
E eu só voltando no tempo

Lembranças são trompas de caça
Seus acordes morrem no vento



GUILLAUME APOLLINAIRE
TRADUÇÃO: RODRIGO GARCA LOPES

Um comentário:

Thomaz Albornoz Neves disse...

Caro Rodrigo, gostaria de enviar-te meu livro de versos mais recente, "Exílio", e preciso do endereço. Acompanho teu trabalho desde há muitos anos já. Escrevi uma resenha sobre 'Solarium" para a Poesia Sempre, nos anos 90 e tantos. Não sei se chegaste a lê-la. De toda forma vai aqui meu abraço. Te convido a visitar-me no ww.albornozneves.com. Com a admiração do t