quinta-feira, novembro 15, 2007

3 poemas de EMILY DICKINSON







Eu
sou Ninguém! E você, é quem?
Você é — Ninguém — também?
Então há dois de nós? 
Não conte!  eles espalham —  rapaz!
 
Que medo — ser — Alguém!
Que público — como a rã —
Ficar dizendo seu nome — ano após ano —
Para um só fã: o pântano!





I'm Nobody! Who are you?
Are you — Nobody — too?
Then there's a pair of us?
Don't tell! they'd advertise — you know!
 
How dreary — to be — Somebody!
How public — like a Frog —
To tell one's name — the livelong June —
To an admiring Bog!
 
 
 

***



Noites Selvagens! Noites Selvagens!
Se estivesse a teu lado
Noites selvagens seriam
Nosso pecado!
 
Fúteis os Ventos
O coração no Cais —
Abaixo os Compassos,
Abaixo os Mapas!
 
Remando no Éden!
Ah! O mar!
Quem dera ancorar — esta Noite —
Em Ti!



**


Wild Nights! Wild Nights!

Were I with thee,

Wild Nights should be

Our luxury!


Futile the winds

To a heart in port, —

Done with the compass,

Done with the chart!


Rowing in Eden!

Ah! the sea!

Might I but moor

To-night in Thee!

 
 
***



Esta é minha carta para o Mundo,
Que nunca escreveu pra Mim —
Notícias simples que a Natureza contou —
Com terna Majestade.
 
Sua mensagem é entregue
A mãos que não posso ver —
Por amor a Ela — de leve — 
Julguem com carinho — a Mim!



This is my letter to the World,

That never wrote to Me —

The simple news that Nature told,

With tender Majesty.


Her Message is committed

To Hands I cannot see —

For love of her — Sweet — countrymen —

Judge tenderly — of Me!



Emily Dickinson

Tradução: Rodrigo Garcia Lopes

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